Vereadores discutem bebida alcóolica em estádios

Ponta Grossa enfrenta diversos problemas, mas os vereadores preocuparam-se nesta quarta-feira, em discutir a aprovação da lei que permite a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol paranaenses, fato registrado nessa semana na Assembleia Legislativa. O primeiro a mencionar o fato foi o Pastor Ezequiel (PRB). Para ele, a aprovação representa um retrocesso.

O legislador é policial reformado e usou de experiências por que passou em estádios, inclusive em jogos de equipes de grande torcida, como os quatro da Capital, para apoiar o seu discurso. Ele lamenta principalmente pelo o que pode representar com relação à segurança, já que pessoas embriagadas costumam a comprometer a tranquilidade nos estádios, assim como fazem em outros ambientes, em sua opinião.

Ezequiel encontrou respaldo nas palavras de Celso Cieslak (PRTB), investigador da Polícia Civil e ex-policial militar. Acredita ele que a tranquilidade que se registrou no Estádio Germano Kruiger tende a ser alterado com a liberação da bebida alcóolica.

O discurso de ambos recebeu contragolpe do vereador Paulo Balansin (PODEMOS) diretor do Operário Ferroviário Esporte Clube. “Nós montamos o espetáculo e os outros é que ganham”.  Referia-se ele a comerciantes que montam barraquinhas e espalham trabalhadores no entorno do estádio para vender latinhas de cerveja. “Os torcedores que querem, já bebem nos arredores do estádio. Mesmo assim, não houve encrencas durante os jogos em que o Operário foi o anfitrião”. Encerrando, Balasin, com alteração de voz, disse que “ninguém é obrigado a beber. Bebe se quiser”.

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