Vereador que chamou colegas ‘para o braço’ ou ‘para o tiro’ promete retratação

Sargento Guiarone exaltou-se e pode responder perante a Corregedoria da Casa, apesar de prometer retratação

Luís Carlos Pimentel

Após dizer que ninguém que se encontrava em Plenário tinha palavra por ter sido contrariado em compor a Comissão Especial de Investigação (CEI), tendo como alvo a coleta e despejo de lixo no Aterro Sanitário do Botuquara, o vereador sargento Guiarone (PROS) foi mais longe durante o espaço do Pequeno Expediente da Sessão Ordinária dessa segunda-feira, 31, dirigindo palavras ofensivas de forma generalizada. Conclui provocando a quem quisesse, que poderia ‘ir pro braço’ ou até ‘ pro tiro’.

A proposição de investigação contra a Ponta Grossa Ambiental foi proposta por ele, que esperava fazer parte dos trabalhos.  Entretanto, as indicações feitas pelos líderes partidários, no qual ele se inclui, não encontrou consenso, levando a votação. O resultado apresentou eleitos Celso Cieslak (PRTB) coautor da proposição; George de Oliveira (PMN), João Florenal (PODEMOS), e Mingo Menezes (DEM).

Antes do violento desabafo, Guiarone já havia dito que tudo não passara de “uma palhaçada”, e acrescentou que “por frente elogiam e por trás falam mal”. Ninguém ainda sabe se o discurso tinha um alvo específico.

Corregedoria

O corregedor da Casa, Pietro Arnaud (REDE), havia se retirado do Plenário pouco antes dos xingamentos de Guiarone, mas ouviu a gravação de suas declarações. “A corregedoria não pode agir por si só. Deve ser provocada. Se algum dos parlamentares representar contra ele, iremos tomar as medidas pertinentes”, disse ele.

O problema é que além do presidente da Corregedoria, não há mais ninguém. “A comissão não está formada. Vamos pedir aos líderes que indiquem os representantes já na próxima sessão (quarta-feira, 2). A Corregedoria deve ser composta por cinco vereadores, contando o presidente.

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