Vendedores do Calçadão protestam contra alargamento de ruas

Prefeitura pretende expandir as via que confluem com a  Cel. Cláudio obrigando a retirada de barracas

Luís Carlos Pimentel

Vendedores autônomos que estão instalados nas ruas que cruzam o Calçadão da Cel. Cláudio compareceram na quarta-feira, 27, na Sessão Ordinária da Câmara Municipal para protestar contra o plano do Governo Municipal em alargar essas vias nas margens oeste para dar maior fluxo ao trânsito de veículos, retirando também as reentrâncias em que muitos desses trabalhadores mantêm suas barracas. Com o projeto, os comerciantes precisarão de outros pontos, alguns, talvez, em locais com pouco fluxo de pedestres.

Os vereadores Pastor Ezequiel (PRB) e George de Oliveira (PMN) criticaram a medida que a Prefeitura pretende adotar. “Conheço pessoas que estão com seus ‘pontos’ na Cel. Cláudio há mais de 20 anos; uma senhora, inclusive, estabeleceu-se no local há 30 anos. É um absurdo o que estão pretendendo fazer”, discursou o pastor.

George de Oliveira foi mais contundente em defesa dos vendedores, ressaltando que o Governo Municipal não tem respeito algum por essas pessoas; não pensa o prefeito que a situação do País é crítica e que muitos ficarão sem o seu ganha pão, muitos já subsistem com muito pouco. “Não há outro espaço que lhes dê o mínimo para a subsistência”, destacou.

Não somente os vendedores que trabalham nos cruzamentos da Cel. Cláudio serão atingidos. Há muitos comerciantes em barracas e trailers na extensão das ruas que confluem com o Calçadão, como na Gal. Carneiro, Sete de Setembro, etc., havendo proibição de estacionamento.

A entidade que representa esses profissionais entrará com Mandado de Segurança. Um pouco contraditório o nome da instituição, já que apresenta uma contradição: Associação dos Vendedores Ambulantes Fixos; se é ambulante não pode ser fixo e vice-versa, mas afora o detalhe, a certeza é a de que o seu jurídico já prepara o documento para ingressar na Justiça contra o projeto.

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