“Tonho Índio” condenado a 39 anos e nove meses de reclusão

Réu foi sentenciado à reclusão por duplo homicídio, ocultação de cadáver e posse de munição

Luís Carlos Pimentel

Teve epílogo nessa terça-feira, 3, o caso que impactou a sociedade princesina dada a brutalidade com que foi morto o casal Ricardo Baronoski, então com 20 anos, e Simone de Paula de Carneiro de Jesus, 27 anos. Os crimes ocorreram à primeira hora do dia 16 de maio de 2015, à margem esquerda na Rua Rio Cavernoso, entre os bairros Neves e Jardim Carvalho. O acusado dos assassinatos, Antônio José Padilha, conhecido como “Tonho Índio”, atualmente com 47 anos de idade, apresentou-se na 13ª Subdivisão Policial dez dias após o ocorrido, alegando inocência. Os cadáveres somente foram encontrados oito dias depois da ocorrência.

De acordo com a denúncia, “Tonho Índio” matou com um tiro na cabeça Ricardo Baronoski à margem esquerda da Rua Rio Cavernoso, entre os bairros Neves e Jardim Carvalho, à primeira hora do dia 16 de maio de 2015. Logo em seguida, espancou até a morte Simone de Paula Carneiro de Jesus.

Os corpos de Ricardo e Simone foram ocultados em local ermo e cobertos com folhas e vegetação. Os cadáveres foram encontrados após muitas buscas dias depois por familiares, haja vista equipes de busca e salvamento do Corpo de Bombeiros já haviam encerrado as buscas, próximos à residência de “Tonho Índio”.

Os assassinatos ocorreram, segundo o Ministério Público, após vítimas e acusado terem deixado juntos o “Top Bar”, local em que ingeriram bebidas alcoólicas. A motivação teria sido o fato de “Tonho Índio” ter sido namorado de Simone e não estar ainda conformado com o novo relacionamento dela. Ele a torturou, diz a denúncia, espancando-a brutalmente, usando até mesmo um chicote, o qual foi encontrado perto do corpo de Simone.

“Índio foi defendido pelos advogados Cezar Gasparetto e Willian da Silva Laranjeira, enquanto a acusação esteve a cargo da promotora Fernanda Silvério, que contou com a assistência dos criminalistas Ângelo Pilatti Júnior e Fernando Madureira.

Os defensores apresentaram a tese de negativa de autoria e criticaram o trabalho policial. “Eles não realizaram exame de DNA no chicote, o que deveria ter sido feito, já que havia manchas de sangue em sua extensão, conforme afirmou a acusação”, discursou Gasparetto. Ele também argumentou que os auxiliares da Promotoria estavam ‘jogando fumaça’ nos olhos dos jurados, com as provas insuficientes juntadas aos autos, além de ‘demonizarem’ o réu por causa de seus antecedentes. “Eles estão julgando a pessoa, o seu passado, não os fatos que constam nos autos”, acusou.

Os comentários irritaram o veterano advogado Pilatti Júnior que respondeu “não use a sua régua para me medir”.

A sessão foi presidida pela juíza Letícia Lustosa, que culminou a pena em 39 anos e nove meses para Antônio José Padilha.

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