Policiais vereadores desmentem superiores: PCC está na cidade

PM prende marginal com lista de agentes e policiais marcados para morrer em represália a membro morto pela polícia

Luís Carlos Pimentel

Vereador sargento Guiarone

 

“O major Ari Lovato deve inteirar-se mais sobre a segurança do Município”, diz o vereador sargento Guiarone do PROS (foto). Refere-se ao discurso pronunciado Lovato, secretário municipal de Cidadania e Segurança Pública, que teve por local a Câmara Municipal na quarta-feira, 23. Na oportunidade Lovato criticou parte da imprensa que divulgou a existência de uma célula do Primeiro Comando da Capital em Ponta Grossa quando da morte de um meliante pela Polícia Militar (Vinicius de Jesus Lemes), em cuja casa foi apreendido um caderno com inscrições daquela organização de delinquentes.

Marcados para morrer

Em redes sociais horas depois da notícia da morte de Vinícius de Jesus Lemes, 25 anos, no dia 10 deste mês, redes sociais difundiam a informação de que o PCC agiria em represália à morte dele, que se encontrava foragido da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa e era suspeito de participação em crime de assalto dois dias antes, o que se confirmou posteriormente.

A PM reforçou o policiamento e ocorrências corriqueiras foram registrados com esse aumento do contingente em operação. O tenente-coronel Edmauro Assunção apressou-se a dizer que tudo não passara de boato; assim também se manifestaram delegados da Polícia Civil.

Entretanto, consoante declara o vereador Guiarone, um meliantes foi detido pela Polícia Militar. Ele tinha em sua posse uma lista com nomes de agentes penitenciários e de policiais meliantes com seus respectivos endereços residenciais. Eles estariam marcados para morrer, conforme repassa Guiarone com base no depoimento do delinquente.

Guiarone, que provém do Batalhão de Choque, informa que já teve confronto com meliantes que faziam (e ainda fazem) parte do PCC em Ponta Grossa, os quais se encontram recolhidos em unidades carcerárias instaladas no Município e também em penitenciária na região de Curitiba. “Participei de intervenções em presídios, todas as ocasiões, a rebeldia foi ordenada por membros do PCC que se encontravam recolhidos nesses locais.

Negociações

Vereador Celso Cieslak

As palavras de Guiarone são endossadas pelo vereador Celso Cieslak, investigador da Polícia Civil, que ocupava a superintendência da 13ª Subdivisão Policial até assumir a cadeira no legislativo. “Sim! O secretário Lovato cometeu um equívoco ao dizer que o PCC não está em Ponta Grossa. Está em todo o Brasil!”.

Cieslak vai mais longe. Ele confessa que durante uma rebelião em um presídio da região, as autoridades policiais civil e militar tiveram de confabular com o preso que representava o PCC, que pediu a presença do advogado do grêmio criminoso para participar das conversações. “O preso, inclusive, estava comunicando-se diretamente com um ‘superior’ em Curitiba através de celular que mantinha na cela”. Depois de quatro dias de conversações, a direção do PCC no Paraná deu pelo fim da rebelião’.

Cieslak, com esse depoimento, contraria também os delegados da Polícia Civil, que também afirmam que não existe o perigo de ações do PCC em Ponta Grossa.

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