O Projeto Gibinha Vôlei poderá vir a Ponta Grossa

O Projeto Gibinha Vôlei poderá ser implantado em Ponta Grossa através da Lei de Incentivo Nacional. O presidente da Fundação Municipal de Esportes (Fundesp), Marco Macedo, e o vereador Rudolf Polaco visitaram a unidade de Araucária do programa desenvolvido pelo campeão olímpico e mundial Giba, que já está formando novos talentos naquela cidade.

“Pudemos ver o trabalho que está sendo desenvolvido e que já rendeu frutos com a revelação de dois jogadores que hoje treinam com a equipe principal da cidade e busca uma vaga na elite da Liga Nacional”, destaca Macedo.

No encontro com o secretário de Esportes de Araucária, João Carlin Ferreira Padilha, e o técnico Everson Ribeiro, Macedo e Rudolf puderam constatar o potencial do Projeto Gibinha que conta com cerca de 120 meninos e meninas com idade entre 6 e 15 anos e realizam os seus treinamentos no Ginásio Joval de Paula Souza, no Parque Cachoeira.

Para Macedo o fato de ter Giba é fundamental para o sucesso do projeto. “Já tivemos em Ponta Grossa o exemplo do bicampeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva, que associou o seu nome ao projeto e durante duas décadas serviu de inspiração para os campeões que Ponta Grossa formou no atletismo, conquistando títulos brasileiros e sul-americanos; a ideia é repetir este fenômeno no voleibol, tendo Giba como referência.”

O Projeto
Visando contribuir para a formação integral de crianças e adolescentes, o Projeto Gibinha Vôlei trabalha os valores inerentes do esporte, auxiliando na formação de cidadãos mais participativos perante a sociedade, estimulando a prática esportiva no contra turno escolar. Visa, também, ocupar o tempo ocioso dos beneficiados, atendendo principalmente alunos da rede pública de ensino.

As atividades são elaboradas de maneira lúdica, para incentivar a participação, a cooperação, a diversão e a integração dos atores envolvidos no projeto (alunos, familiares, professores, parceiros, outros). Há investimento constante na capacitação dos professores e atenção para uma relação ideal de alunos por professor, alunos por quadra e bolas por aluno. Os tamanhos da quadra, peso da bola, altura da rede e regras do jogo também são adaptados a cada faixa etária, facilitando a aprendizagem.

O próprio Giba destaca os desafios que enfrentou na infância, precisando vencer a leucemia e depois sofrer um acidente que resultou em 150 pontos no braço. “Este é um projeto que, mais do que atletas, pretende formar pessoas melhores. Eu ganhei muito. Então eu sinto que preciso retribuir. Quem sabe se em 2020 ou 2024 possa ter alguém daqui representando o Brasil nas Olimpíadas.”

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