PLANTÃO  na História


Os dez primeiros anos da Rádio
Emissora Santana, por Aldo Mikaeli


Parte II

Geraldo de Castilho, trabalhando
com o famoso gravador Ampex

Novos lançamentos foram feitos, valores novos foram contratados à medida em que os antigos colegas nos deixavam. Da mesa de som, saíram Wilson Quintino e Osmar Dias de Oliveira. Dos microfones, despediu-se Lineu Daros. No entanto, Ludgero Pavão Filho e Sidnei Santos faziam um bom trabalho na mesa de som, não dando oportunidade de sentirmos saudades dos que se foram. Não faltou ao “Mestre Pavão”, como era chamado, mostrar suas qualidades. Tão logo iniciou seus trabalhos, descobriu o “eco”.
Estava eu apresentando a “Oração da Noite”, munido de um fone, quando percebi os movimentos do Ludgero junto ao “Ampex”. Em dado momento, senti alguém repetindo a mesma coisa, uma, duas, três vezes, longe, bem longe. O sucesso do “eco” foi muito grande. Os colegas, de outros prefixos, no perguntavam como era feito. Nós respondíamos que havia na rádio uma “câmara de eco”, pela qual fora paga a quantia irrisória de 500 mil cruzeiros antigos, ou, 500 cruzeiros novos.
Com a ausência de Lineu Daros, um outro elemento, bastante jovem, veio integrar o corpo de locutores da Emissora Santana: Ney Costa. Foi ele quem criou e apresentou o programa de maior audiência do rádio princesino, o “Descobrindo Sucessos”. Hoje, Ney Costa encontra-se no Rio de Janeiro, na Rádio Tupi. Ele viera da Rádio Difusora local e narrava, juntamente com Arion Fernandes, partidas pelo Campeonato Paranaense de Futebol.
A foto é do bom operador de som Osmar Dias de Oliveira. Após algum tempo, contraiu matrimônio e deixou a vida radiofônica, sendo, hoje, um tipo de capataz de fazenda em Carambeí. Foi o chamado “Homem do Gongo”, pois dava gongo a toda hora.


Ney Costa


Ludgero Pavão Filho

Dina Silva, considerada a melhor locutora de 1962, nos deixava. Era a única voz feminina da Rádio Santana. Carlos Airton Costa, irmão do Ney Costa, deixava a Rádio Central do Paraná para integrar a Equipe Santana, enquanto Abib Filho rondava o ambiente. Viera de Guarapuava. Lineu Daros, que já havia deixado a rádio, passou a ser “viajante” da S/A Withe Martins, ao passo que Jorge Hebel foi trabalhjar na Scheffer e Companhia.. Àquela altura, o quadro de locutores e técnicos já sofrera modificações. Eram locutores: Arion Fernandes, Ney Costa, Carlos Airton Costa, Ilson Rosa e Rogério José Florenzano. Técnicos de som: Sidnei Santos, Ludgero Pavão Filho e Caetano Módica.
Esta, foi uma das primeiras listas de preços de comerciais da Rádio Emissora Santana:

Meu desejo centro do rádio era o de apresentar um programa de Música Popular Brasileira. Assim, nasceu, em 21 de maio de 62, uma segunda-feira, o programa “Retalhos de Serenata”, feito de coração para coração e nossa gente. Esse mesmo desejo existia para um programa de rimo portenho. E, em 28 de novembro de 1962, eu lançava o “Rosa de Tango”. Apesar de existirem poucos LPs de tangos, por ser uma emissora nova, procurei suprir as faltas com os LPs da minha discoteca particular. Do lançamento do “Rosa de Tango”, guardei o texto de chamada. O escrito a lápis é do colega Ney Costa.

 

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