Prefeitos da História de Ponta Grossa

A História de Ponta Grossa, a partir da Proclamação da República, pode ser contada através das realizações das administrações municipais, por meio daquilo que construíram em suas respectivas épocas.
Na pesquisa feita, consultamos os arquivos dos jornais, colhemos informações em
depoimentos e utilizamos, especialmente, dados da historiadora Guísela Frey Chamma, em seu livro
"Ponta Grossa, o Povo, a Cidade e o Poder".

(Este trabalho foi realizado pela redação do Plantão da Cidade com o objetivo de auxiliar em
pesquisas e preservar a história política de Ponta Grossa, não sendo autorizada sua veiculações em outros sites)

Cel. Cláudio (1891/1892)

  Theodoro Machado (1946)
Vicente Bittencourt (1892/1895)   Mena Barreto (1946/1947)

Theodoro Guimarães (1895)

  João Vargas Oliveira (1947/1951)
Balduíno Taques (1895/1896)   Heitor Ditzel (1951)
Ernesto Vilela (1896/1908)   Petrônio Fernal (1951/1955)
José Bonifácio (1908/1912)   José Hoffmann (1955/1959 e 1963/1966)
Theodoro Rosas (1912/1916)   Michel Namur (1959)
Brasílio Ribas (1916/1917 e 1920/1924)   Eurico Rosas (1959/1963)
Abraham Glasser (1917/1920)   Fulton  Macedo (1963)
Cel. Vitor Batista (1924/1928)   Plauto Miró (1966/1969)
Campos Mello (1928/1930)   Cyro Martins (1969/1973)
Lysandro Araújo (1930)   Luiz Gonzaga (1973/1975)
Jorge Becher (1930)   Amadeu Puppi  (1975/1977)
Othon Mader (1931)   Luiz Carlos Zuk  (1977/1982)
Pinheiro Machado (1932/1933)   Romeu Ribas (1982/1983)
Pedro Sherer Sobrinho (1933)   Otto Cunha (1983/1988)
Albary Guimarães (1934/1945)   Pedro Wosgrau Filho (1989/1992)
Peregrino Dias (1945)   Paulo Cunha (1993/1996)
Cláudio Mascarenhas (1945)   Jocelito Canto (1997/2000)
Joanino Gravina (1945/1946)   Péricles de  Mello (2001/2004)



Coronel Cláudio Gonçalves Guimarães

Com a Proclamação da República, e após a promulgação da Constituição Republicana de 1891, os governos municipais seriam escolhidos por votos em eleições diretas, com a duração de quatro anos de mandato.

Durante o governo provisório do Marechal Deodoro da Fonseca, e enquanto a Assembléia Constituinte elaborava a nova Constituição, procedeu-se a nomeação de intendentes para governar os municípios. Para Ponta Grossa, foi nomeado o Coronel Cláudio Gonçalves Guimarães, que governou de 1891 até 1892, quando foram realizadas as eleições normais.

Nascido em Ponta Grossa, foi fazendeiro e tronco de ilustre família. Faleceu, também em Ponta Grossa, em 1896.

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Major Manoel Vicente Bittencourt

Governou Ponta Grossa de 1892 até 1895. Nasceu em Morretes, em 1838. Destacado comerciante, dedicou parte de sua vida a Ponta Grossa.

Suas principais realizações foram:
- arrasamento do antigo cemitério e Igreja São João
- nivelamento do terreno e aproveitamento da terra para fechar a barroca do Pátio do Chafariz
- nivelamento da Rua Santana até os trilhos da estrada de ferro
- melhoramentos na Rua do Comércio
- construção de bueiros e valetas.

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Capitão Theodoro Carneiro Guimarães

A 9 de fevereiro de 1895, assumia o comando municipal, como presidente da Câmara. Grande fazendeiro e homem de posses nos Campos Gerais, assumiu em substituição ao Major Manoel Vicente Bittencourt. Governou pouco tempo, pois as eleições para um substituto que terminaria o quadriênio foram realizadas em 26 de abril de 1895. Foi eleito Balduíno de Almeida Taques.

Durante os impedimentos do prefeito, Theodoro Guimarães, por diversas vezes, assumiu o cargo, oportunidades em que desenvolveu várias realizações. Mandou terminar o entulhamento do Pátio do Rosário; foram feitos planos para a construção de um novo mercado; consertos da Rua Santana; construção de chafariz; foram niveladas ruas; melhoramentos na Rua do Chafariz; e dada concessão para exploração de carvão de pedra e outros minerais.

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Balduíno de Almeida Taques

Nasceu em Tibagi, em 1º de julho de 1842. Durante muito tempo foi deputado estadual, quando conseguiu para Ponta Grossa uma área de 6.000 alqueires, aumentando o patrimônio do Município. Contratou engenheiro para a elaboração da planta da cidade.
Deu permissão para a construção de uma escola na Avenida Francisco Búrzio, de língua alemã, a pedido de imigrantes.

No seu governo, foram iniciadas as obras de implantação dos trilhos, construção de oficinas, localização e aplanamento de terreno para pátios de manutenção da Chemin du Fer e da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande.

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Ernesto Guimarães Vilela

Eleito em 5 de janeiro de 1896, sendo reeleito por duas vezes consecutivas, ficou 12 anos à frente da Prefeitura Municipal. Era filho do comendador Bonifácio Vilela, e irmão de José Bonifácio Guimarães Vilela. Durante seu governo, a Rua do Imperador passou a ser denominada de Rua 7 de Setembro: a Rua da Imperatriz, de Rua Marechal Deodoro: e Rua do Chafariz, de Rua General Osório, enquanto que o Largo da Matriz, passou a chamar-se Largo Floriano Peixoto. Foi inaugurada a nova Estação Ferroviária, em 16 de dezembro de 1899. Era o terceiro sobrado que a cidade passava a ter.
Incentivou, com a venda de terras, a vinda de imigrantes poloneses, italianos e russo-alemães.

Em 1900, eram iniciadas as obras de construção da nova Matriz de Santana, que viria a ser a Catedral. A coleta de lixo e detritos era feita todos os sábados. Em 1903, era concluído o calçamento da Rua XV de Novembro.

Em 1906, era inaugurada a Estação Ferroviária e a praça em frente, que passou a ser denominada de Praça da Estação. Antes, em 1905, eram concluídas as obras de iluminação elétrica da cidade. No mesmo ano era iniciada a construção do Colégio São Luiz.

Foi, também, inaugurado um cinema, de propriedade de Augusto Canto, na Rua XV de Novembro. Em maio de 1907, era inaugurada a Ferrovia São Paulo/Rio Grande, trecho de Ponta Grossa a Porto União. A inauguração foi feita pelo presidente Afonso Pena, que percorreu a região.

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José Bonifácio Guimarães Vilela

Tomou posse no dia 21 de setembro de 1908. Era irmão de seu antecessor. Nasceu em Ponta Grossa, em 12 de novembro de 1873. Era comerciante e fazendeiro. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal. Prefeito até 1912.

Iniciou conversações com o governo do Estado, na época exercido por Carlos Cavalcanti, para obter verbas para a instalação da rede de água e canalização de esgotos. Melhorou o sistema de energia elétrica. Seu governo firmou contrato com nova empresa, em 1911, para exploração dos serviços telefônicos. Mandou calçar as ruas Santos Dumont e Vicente Machado.

No seu governo, foi concedido alvará de licença a Henrique Thielen, para a construção da grande fábrica de cerveja Adriática, na Rua Vicente Machado. Foi inaugurado o Grupo Senador Correia, a primeira escola de grande porte. Encerrado seu mandato, afastou-se da política. Faleceu em 1952.

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Theodoro Batista Rosas

Tomou posse no dia 21 de setembro de 1912. Nasceu em Passo Fundo (RS), em 1861, e faleceu em Ponta Grossa, em 1923. Era pecuarista. Foi eleito pelo Partido Republicano Liberal.
Em seu governo, contraiu vultoso empréstimo para a construção de rede de água e esgoto.

O Largo São João passou a ser denominado de Praça Barão de Guaraúna, e a Rua São João, de Rua Coronel Francisco Ribas.
Ampliação do Cemitério São José, até a Rua Balduíno Taques.
Em 1913, inaugurou a Santa Casa de Misericórdia.
Foi, também, inaugurado o Cine Renascença.
Em sua administração, foram instaladas unidades hidrelétricas em substituição à de lenha e carvão, melhorando a energia elétrica da cidade.

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Brasílio Ribas

Nasceu em em Ponta Grossa, em 20/09/1870. Foi vereador e deputado estadual. Seu primeiro mandato, em 1916, foi como interino. Alegando fraudes nas eleições daquele ano, Brasílio assumiu o cargo. João Bach Júnior também tomou pose na Câmara Municipal, ficando a cidade com dois prefeitos. Por decisão do então governador Affonso Alves de Camargo, Brasílio ficou no cargo até novas eleições, em 1917.

Depois, em 21/06/1920, venceu as eleições, para um segundo mandato, sendo empossado em 9/11/ daquele ano, para governar até 1924. Como prefeito, sua preocupação foi com o equilíbrio financeiro do Município. Mas, realizou obras importantes para a época, como a conclusão da pavimentação de algumas ruas. Pavimentou a Rua Balduíno Taques, do Cemitério Municipal até a Avenida Vicente Machado. E tomou a iniciativa de realizar um recenseamento na cidade, que, em 1920, tinha 2.496 casas e 12.259 habitantes, enquanto que nos distritos de Uvaia e Itaiacoca, haviam 546 casas e 15.621 moradores.

O prefeito proibiu a entrada na cidade de vendedores de erva-mate, para não prejudicar o comércio local. Foram construídas escolas públicas em Oficinas e Uvaranas. Em 3 de junho de 1922, no Salão da Câmara Municipal, foi fundada a Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa, tendo, como primeiro presidente, Bonifácio Ribas. Em outubro de 1923, era inaugurada, em Uvaranas, a sede do 13º Regimento de Infantaria. Brasílio Ribas faleceu em 30 de novembro de 1931.

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Abraham Glasser

Em 02/02/1917, foi eleito prefeito o médico Abraham Glasser, com 461 votos. O Município vivia dificuldades financeiras e foi lançado o imposto predial e taxa sanitária mais elevados. Entre as obras de Glasser, a construção de bueiros nas ruas Pinheiro Machado, General Carneiro, Dr. Colares, Augusto Ribas, Cel. Cláudio e Rosário. Foi calçada a Rua Comendador Miró e construído um coreto na Praça Floriano Peixoto.

O prefeito alugou um prédio, na Rua XV de Novembro, para sediar a Câmara Municipal e salas para o funcionamento da própria Prefeitura. Os prédios onde funcionavam Câmara e Prefeitura foram alugados ao governo do Estado, que ali instalou o Fórum e a Casa de Detenção.

Foram executadas obras de reformas na rede elétrica e colocadas lâmpadas incandescentes e filamentos de carbono. Os fios de cobre foram renovados e os postes passaram a ser feitos de madeira.

Surgiu, na época a "Gripe Espanhola", que matou muitas pessoas. A única empresa funerária chegou a receber incentivo de isenção de impostos para poder fazer frente à demanda. Em setembro de 1918, era inaugurado o Clube Pontagrossense, no mesmo local onde hoje se encontra. A Prefeitura realizou a arborização da Avenida Vicente Machado.

Abraham Glasser nasceu em Canguçu, Rio Grande do Sul, em 1º de junho de 1887. Foi médico da Santa Casa e do Hospital 26 de Outubro. Faleceu em São Paulo.

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Coronel Vítor Antônio Batista


Foi empossado em 9/09/1924. Nasceu em Ponta Grossa, em 26/10/1880 e aqui faleceu em 7/09/1950. Construiu a praça em frente a Estação Ferroviária, a Casa de Detenção, e conseguiu a criação do Colégio Regente Feijó, que passou a funcionar na rua Dr. Colares. Foi construído o Matadouro Municipal. Ampliou e urbanizou as praças Floriano Peixoto e Barão do Rio Branco, que foi dividida em duas, uma parte arborizada, com passeios; outra, reservada para circos, quermesses etc. Se empenhou na criação da Diocese. Auxiliou na compra de uma das mais belas mansões da cidade, para servir de Palácio Episcopal.
 
Foi iniciada a construção de um seminário diocesano e concluída a construção da Catedral. O primeiro bispo, D. Antônio Mazaroto, só veio a instalar a Diocese em 1930, quando a Catedral e o Seminário ficaram prontos. Executados os calçamentos das ruas Dr. Colares, Cel. Cláudio, e Avenida Bonifácio Vilela.

O prefeito concedeu 51 metros de frente, na Praça Barão de Guaraúna, para a construção da "Igreja Polaca", que ficou no meio da praça.
Em 11 de junho de 1927, foi iniciada a construção daquela igreja, em homenagem ao Sagrado Coração.

O prefeito conseguiu junto ao governo do Estado a aquisição de um terreno na esquina das ruas Engenheiro Schamber e Marechal Deodoro, para a construção do prédio que abrigaria o Fórum, inaugurado em 4 de janeiro de 1928. Um ano antes, foram realizadas melhorias na rede telefônica da cidade.

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Elyseu Campos Mello

Eleito em 9 de abril de 1928. Nasceu em Porto de Canções, São Paulo, em 27 de agosto de 1856, e faleceu no Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1934. Advogado, pecuarista e madeireiro. Foi vereador por duas vezes e deputado federal, também por duas vezes.
Foi, durante alguns anos, proprietário do jornal "Diário dos Campos". Sua participação maior, foi como deputado, quando ajudou na administração de seu cunhado, Theodoro Batista Rosas, principalmente na construção da rede de água e esgotos.
Como prefeito, governou a cidade até 1930, afastando-se antes de concluir seu tempo de mandato, devido à crise econômica que se abateu no mundo todo, em 1929. O prefeito teve problemas com o governador do Estado, Affonso Camargo.

Quando esteve no Rio de Janeiro, renunciou ao mandato, no dia 15 de maio de 1930, oficiando a Câmara Municipal, na pessoa de seu presidente, Albary Guimarães. Alegou "motivos de ordem pessoal".

Elyseu Campos Mello não mais retornou à Ponta Grossa, permanecendo no Rio de Janeiro, onde faleceu, quatro anos depois.

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Lysandro Alves de Araújo

Nasceu em Palmeira, em 13 de setembro de 1878.
Assumiu interinamente o governo municipal, com a renúncia de Elyseu Campos Mello.
Foi convidado pelo governador do Estado, com o objetivo de manter a ordem no Município. Lysandro foi vereador por várias vezes, e foi deputado estadual, tendo sido um dos fundadores do Partido Social Democrático, no Paraná, juntamente com Manoel Ribas e Moisés Lupion.

Tendo enfrentado uma época de turbulências políticas, não foram realizadas obras relevantes durante sue período de governo.

Faleceu em 23 de março de 1954, em conseqüência de ferimento produzido por uma mordida de cavalo, na altura do fígado, ferimento que se transformou em câncer.


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Jorge Becher

Também nomeado interinamente, governou Ponta Grossa durante alguns meses, de outubro de 1930 até o início de 1931.
Denominou a praça em frente à Estação Ferroviária, a "Praça da Estação", de Praça João Pessoa.
Entrou em negociações com a Companhia Prada de Eletricidade, de São Paulo, para a instalação de uma usina e imóveis necessários para exploração da distribuição e venda de energia elétrica na cidade.
O contrato foi firmado para vigorar durante 50 anos. A cidade acabou prejudicada, pois veio o desenvolvimento e a companhia não aumentou, nem modernizou sua usina, prejudicando o progresso de Ponta Grossa.
Eram constantes as interrupções de luz na cidade, gerando a insatisfação da população.

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Othon Mader


Natural de Curitiba, de onde veio para governar Ponta Grossa, interinamente, nomeado pelo governador do Estado.

Permaneceu à frente do Executivo por pouco tempo, em 1931.



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Brasil Pinheiro Machado

Nascido em Ponta Grossa, foi nomeado prefeito, em 1932. Era época da Revolução Constitucionalista, contra o governo de Getúlio Vargas, que atingia São Paulo e Mato Grosso. Havia o cuidado para que a revolução não se alastrasse também pelo Paraná. Pinheiro Machado foi nomeado com a missão de manter, aqui, a ordem e a tranqüilidade.
Advogado, foi um dos diretores do Colégio Regente Feijó.

Durante algum tempo, foi nomeado interventor do Paraná, por Getúlio Vargas.

Na época de seu governo municipal, foi fundado e instalado o Quartel da 5ª Infantaria Divisionária, em maio de 1934.
No mesmo ano, foram iniciadas as obras de construção da nova Igreja Nossa Senhora do Rosário, no lugar de uma antiga, que se encontrava em más condições, já que havia sido construída no século XIX.

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Coronel Pedro Sherer Sobrinho

Comandante da Polícia Militar do Estado, veio à Ponta Grossa para ser prefeito.
Época difícil da política nacional. Razão da escolha de um elemento da Polícia Militar para governar a cidade.

Durante esse período, os ânimos da política serenaram e, logo em seguida, Albary Guimarães tomava posse.



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ALBARY GUIMARÃES

Foi nomeado pelo interventor Manoel Ribas, em 18/08/1934. Governou o Município por 12 anos. Venceu as eleições de 1935 com expressiva votaçao. Foi empossado em 25/01/1936.

Enfrentou dificuldades. Não houve decisão sobre a conclusão das obras da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, reclamada pela população. Solicitou ao governo o cancelamento da dívida do Município e pediu verbas para ampliação das redes de água e esgoto. Sem nada receber, as obras não foram concluídas. Ainda assim apresentou realizações, como melhorias em ruas de Oficinas e nas estradas de Biscaia e Passo do Pupo, instalando uma escola no Distrito de Itaiacoca.

Foi executado o calçamento da Av. Ernesto Vilela, alargada a Rua Cel. Bittencourt. Reformas na Praça João Pessoa. Em 1938 era fundada e passava a funcionar a Faculdade de Farmácia e Odontologia, que, pouco depois, era fechada, com seus alunos tendo que concluir os cursos em Curitiba.

Em 10 de julho, era inaugurado o novo edifício da agência de Correios e Telégrafos. Instalada uma "bomba de gasolina" na Praça Barão do Rio Branco. Era inaugurada a Escola de Trabalhadores Rurais "Augusto Ribas". Era construído, pelo governo do Estado, o quartel do Corpo de Bombeiros. Foi inaugurado o Hospital 26 de Outubro e construído o Aeroporto Santana; a Praça Barão do Rio Branco recebeu jardins, a Concha Acústica e outros melhoramentos. Em 1943 era fundada a Indústria Wagner.

O presidente Getúlio Vargas veio à Ponta Grossa em 1944. Era sua segunda visita, pois já estivera aqui quando da Revolução de 1930, passando alguns dias, enquanto acompanhava o desenrolar dos acontecimentos no Rio de Janeiro. Foi, em Ponta Grossa, que recebeu a notícia de que deveria seguir para tomar posse no governo federal. Foi quando Ponta Grossa passou ser conhecida como a "Capital Cívica do Paraná". Em janeiro de 1945, Albary Guimarães renunciou ao cargo.

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Peregrino Dias da Rosa Filho

Os ânimos estavam exaltados na política local, quando da renúncia de Albary Guimarães. Foi nomeado Peregrino Dias da Rosa Filho, da Polícia Especial do Paraná, para serenar os ânimos. Governou até agosto de 1945.
Advogado, natural de Vassouras, Rio de Janeiro, nasceu em 18 de junho de 1914. Além de Ponta Grossa, foi prefeito nomeado, pelo interventor Manoel Ribas, de Teixeira Soares e Lapa.

O prefeito Albary Guimarães, que desejava renunciar, devido à oposição que sofria, acabou apenas licenciando-se, sendo indicado Peregrino Rosas Filho. No pouco tempo em que governou o Município, procurou modificar e melhorar os serviços de iluminação pública no centro da cidade. Ampliou consideravelmente os serviços de água e esgoto.
Peregrino também recebeu a forte oposição do jornalista José (Juca) Hoffmann, através de colunas no jornal "Diário dos Campos".

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Cláudio Mascarenhas

Foi nomeado em agosto de 1945. Ponta-grossense, nasceu em 7 de setembro de 1888. Bancário, instalou em Ponta Grossa a filial do Banco do Estado do Paraná, em 1943, tendo sido seu gerente até 1951, passando ao cargo de inspetor do banco. Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia, tendo, ainda, ocupado cargos públicos municipais.
Durante seu rápido governo, incentivou a criação do Centro Cultural Euclides da Cunha, o Centro Interamericano, e iniciou a construção da Biblioteca Pública.

Os acontecimentos de 29 de outubro, que depuseram Getúlio Vargas, levaram Mascarenhas a se afastar do governo municipal, por entender que a nova conjuntura política exigia mudanças também nos estados e municípios. Cláudio Mascarenhas faleceu em Ponta Grossa, em 1964.

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Joanino Carlos Gravina

Foi nomeado prefeito interino e tomou posse no início de novembro de 1945, tendo governado até meados de 1946. Nasceu em Ponta Grossa no dia 15 de novembro de 1914. Por algum tempo, foi médico do Centro de Saúde Pública do Município.

Durante seu governo, dotou o Posto de Saúde com aparelho de Raio X e de Abreugrafia. Realizou obras, como o calçamento de trechos da Rua Comendador Miró, isentando de impostos e taxas os espetáculos teatrais; aprovou uma escala de vencimentos para o pessoal do quadro permanente da Prefeitura; melhorou a situação das praças e procurou incentivar os moradores e pintar e limpar suas propriedades.

Mandou construir passeios em várias ruas da cidade. Alguns anos depois de deixar a Prefeitura, mudou-se para Curitiba.

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Theodoro Pinheiro Machado

Foi nomeado prefeito em julho de 1946 para governar o Município interinamente. Fazendeiro e pecuarista da região, foi o primeiro na criação de gado Santa Gertrudes no Paraná.

Durante sua gestão, criou uma feira livre na Praça Barão de Guaraúna, transferida, depois, para a Rua Benjamim Constant.
Abriu a Rua Júlia Lopes, ligando os bairros de Nova Rússia e São José.

Pinheiro Machado pertencia ao Partido Republicano.


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Capitão Gabriel Mena Barreto

Foi nomeado em outubro de 1946, como prefeito interino.
Militar reformado do Exército, era natural do Rio Grande do Sul.
Lecionava como professor contratado, no Colégio Regente Feijó.




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João Vargas de Oliveira

Eleições foram realizadas em 1947, de acordo com a nova Constituição de 1946 (que teve como um de seus constituintes o senador ponta-grossense Flávio Carvalho Guimarães). Foi eleito João Vargas de Oliveira, pela UDN (União Democrática Nacional).
João Vargas nasceu em Ponta Grossa em 15 de outubro de 1908. Formado em Ciências Jurídicas, fundou as Lojas João Vargas de Oliveira e a Companhia Ponta-grossense de Automóveis, dois dos maiores empreendimentos comerciais da época.
Por vários mandatos, foi deputado estadual e federal. Foi secretário de Estado dos Negócios da Agricultura.
Durante sua gestão, trouxe a Companhia Aérea Real para estabelecer rota aqui. Realizou obras de reformas na Praça Barão de Guaraúna, entre inúmeras outras realizações.
Foi construída ponte sobre o Rio São Jorge. Conseguiu que a Estrada de Ferro Central do Paraná tivesse seu ponto terminal no Município. Construiu casas populares na Vila Marina, escolas municipais em Pedras, Bocaina e Colônia Moema.

Foi construída a estrada Ponta Grossa/Ortigueira/Apucarana. Construído o Cemitério São João. Era instalada a Metalúrgica Schiffer. Instalava-se o Frigorífico Wilson, atual Sadia.

Em 1951, renunciou ao cargo, para se candidatar à uma vaga na Assembléia Legislativa. Assumiu o comando do Município, então, o presidente da Câmara Municipal, professor Heitor Ditzel, a quem deixou a realização da planejada I Exposição Feira Industrial de Ponta Grossa.

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Heitor Ditzel

Foi empossado no dia 5 de março de 1951. Nasceu em Ponta Grossa, em 16 de abril de 1919.
Professor e jornalista, atuou na Imprensa local como redator-chefe. Foi secretário da Câmara Municipal e vereador por vários mandatos.

Como prefeito, cumpriu, em seu curto período as obrigações administrativas do cargo, tendo, como destaque, a realização da Primeira Exposição Feira Industrial de Ponta Grossa, nas dependências da Federação das Cooperativas de Produtores de Mate do Paraná Ltda., na Rua Ermelino de Leão.
Pesquisador da história de Ponta Grossa, não chegou a publicar seus conhecimentos e pesquisas, devido a grave e longa enfermidade, que o levou à morte em 1972


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Petrônio Fernal

Eleito em 1951, foi prefeito até 1955. Nasceu em Oliveira, Minas Gerais, em 8 de março de 1916.
Formado em Direito, advogava em Ponta Grossa. Conseguiu, no início de seu governo, elevar o orçamento municipal. Melhorou a situação do funcionalismo e procurou mecanizar os serviços municipais, comprando motoniveladoras, caminhões para vários serviços, inclusive alguns especiais para a coleta do lixo.

Dotou o Corpo de Bombeiros de modernos equipamentos para a época. Pavimentou a Rua D. Pedro II, na Nova Rússia. Asfaltou a Avenida Visconde de Mauá e pavimentou as ruas Ermelino de Leão e Operários, em Olarias.
Inaugurou a fábrica de tubos da Prefeitura. Instalou 13 açougues nos bairros, sob controle municipal, para disciplinar a distribuição de carne à população, a preços acessíveis.
Melhorou estradas vicinais e preocupou-se com o saneamento e distribuição da rede de água.

Terminado seu mandato, foi eleito deputado federal. Deixou saldo positivo de caixa na Prefeitura

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José "Juca" Hoffmann

Tomou posse em 1955. Nasceu em Ponta Grossa no dia 21/07/1904. Foi proprietário do jornal "Diário dos Campos". Foi vereador em 1947.
Em 1950, foi eleito deputado estadual e, em 54, prefeito municipal. Governou Ponta Grossa até 1958, quando deixou o cargo para assumir novo mandato na Assembléia Legislativa. Foi assessor de Imprensa no governo de Paulo Pimentel.

Em 1962, novamente elegeu-se prefeito. Enfrentou dificuldades em seu governo, por questões políticas locais e nacionais. Acabou renunciando em 66.
Durante seu governo, asfaltou a Av. Vicente Machado e a Rua XV de Novembro, remodelou a Praça Barão do Rio Branco. Construiu praças nos bairros e remodelou as praças Floriano Peixoto e Barão de Guaraúna.

Criou o Projeto Alagados para substituir a já insuficiente rede de distribuição de água, que vinha do manancial do Botuquara, sem que tenha contudo, podido realizar tal projeto. Pavimentou e ampliou linhas de ônibus.

Fez projeto de doação de terrenos para famílias carentes. Projetou e deu início à construção do Mercado Municipal e da Estação Rodoviária.
Conseguiu trazer para Ponta Grossa as faculdades de Filosofia, Ciências e Letras, Odontologia, Farmácia e Bioquímica e de Direito.

Ao se afastar da Prefeitura, por força de injunções políticas do regime militar da época, em março de 1966, passou a trabalhar na Estrada de Ferro Central do Paraná. Faleceu em 18 de março de 1969, já afastado da vida política da cidade.

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Michel Namur

No final de 1958, por força da renúncia de José Hoffmann, do cargo de prefeito, para concorrer à Assembléia Legislativa, assumiu a chefia do Executivo Municipal, na condição de presidente da Câmara Municipal, o médico Michel Namur, que concluiu o mandato iniciado por José Hoffmann.

Namur, por força de dispositivo constitucional, cumpriu mandato até a realização de novas eleições, já que não havia vice-prefeito.
Tomou posse no dia 2 de março de 1959.


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Eurico Batista Rosas

Tomou posse em 22/11/1959 e governou até 1962.
Nasceu em Ponta Grossa, em 10/01/ 1915. Formado em Engenharia Civil e Agrimensura, foi professor de Matemática e Geografia Física em Ponta Grossa. Foi, também, engenheiro da Prefeitura, além de secretário de Estado dos Negócios da Viação e Obras Públicas.
Como secretário, conquistou várias obras, como ampliação dos grupos escolares Júlio Theodorico, Professor Collares, Amálio Pinheiro e General Osório e melhorias em outras escolas, como a conclusão do Grupo Escolar Meneleu de Almeida Torres, na Vila Vilela.
Teve papel importante no reinício das obras da construção do Edifício das Faculdades, construção do Ginásio de Esportes Borell Du Vernay e do Parque Estadual de Vila Velha. Conseguiu verbas para o portão de entrada e arquibancadas de concreto do Estádio Germano Kruger e para os muros do Estádio Joaquim de Paula Xavier.

Eurico Rosas foi o vereador mais votado, pela UDN, em 1947. Foi eleito deputado estadual em 54 e reeleito em 58. Em 1959 foi eleito prefeito e, empossado, enfrentou dificuldades financeiras, tendo conseguido equilibrar o orçamento. Pavimentou várias ruas, construiu galerias, remodelou os cemitérios, recuperou viaturas e modificou o Parque de Máquinas; executou obras de recuperação em várias estradas da zona rural com a construção de pontes e pontilhões.

Ampliou os serviços de iluminação pública e a rede de água e esgoto. Adquiriu motores e bombas para o serviço de água na cidade, implantou o serviço de merenda escolar gratuita nas escolas municipais e instituiu o concurso para professores da rede municipal, além de estabelecer um sistema de distribuição gratuita de material escolar para alunos carentes.
Levou assistência médica e postos de medicamentos a todos os distritos. Em 61, Eurico prestigiou a fundação do Hospital Bom Jesus. Em 13 de março de 62 criou o Distrito de Periquitos.

Após deixar a Prefeitura, se elegeu, por várias vezes, à Assembléia Legislativa, até o ano de 1970, quando disputou, e não venceu, uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Quando os partidos foram extintos, em 1966, Eurico comandou a fundação do MDB, em Ponta Grossa. Por esse partido, concorreu à Câmara dos Deputados, em 70, à Prefeitura Municipal em 72 e 76, sem lograr êxito.
Sua última participação em processo eleitoral se deu em 82, na condição de candidato a vice-prefeito, já pelo PMDB, partido que sucedeu o MDB, na chapa encabeçada pelo professor José Gomes do Amaral, também sem êxito.
Eurico Batista Rosas, quando, enfim, cuidava apenas de suas atividades particulares, como fazendeiro, faleceu, aos 78 anos de idade, no dia 5 de julho de 1993,em hospital de Curitiba.

No dia seguinte, dia de seu sepultamento, receberia a primeira homenagem póstuma: No dia 6 de julho, o governador Roberto Requião esteve em Ponta Grossa, para vistoriar as obras do antigo "Trevo Presidente". Enquanto o corpo do ex-prefeito era velado no Salão Nobre da Prefeitura Municipal, seu nome era eternizado por Requião que, naquele momento, denominava o então futuro viaduto de Viaduto "Prefeito Eurico Batista Rosas". Foi uma homenagem que a cidade aplaudiu.

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Fulton Vitel Borges de Macedo

Em vista da renúncia de Eurico Rosas, para se candidatar à Assembléia Legislativa do Estado, assumiu a Prefeitura Municipal o médico Fulton Vitel Borges de Macedo, na condição de presidente da Câmara Municipal, em 1963.

Ficou poucos meses no cargo, de vez que, no mesmo ano, o povo elegia, em pleito que passou para a história, o deputado José Hoffmann, para um um segundo mandato na Prefeitura Municipal.



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Plauto Miró Guimarães

Tomou posse como vice-prefeito, em sessão especial na Câmara Municipal, em 10/03/1964, na condição de presidente do Legislativo. Com a renúncia de José Hoffmann, provocada por ação do Regime Militar, Plauto foi empossado prefeito no dia 15/06/1966 e governou até 69.
Era filho do senador Flávio Carvalho Guimarães. Formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná, nunca exerceu a profissão, dedicando-se aos negócios da agropecuária. Durante sua gestão, a cidade ganhou a implantação do Projeto Alagados. Dotou a cidade de moderna rede telefônica, criando a Companhia Ponta-grossense de Telecomunicações (CPT), empresa de economia mista, da qual a Prefeitura era a maior acionista. Iniciou com 3.000 telefones automáticos.

Na sua gestão, ainda, Ponta Grossa ganhou três novos núcleos habitacionais, o 31 de Março, o Cel. Luiz Gonzaga Pereira da Cunha e o Senador Flávio Carvalho Guimarães.

Elaborou o Plano Diretor de Desenvolvimento de Ponta Grossa, promoveu uma reforma administrativa na Prefeitura Municipal, criando as secretarias municipais, como forma de agilizar o processo administrativo.

Plauto Miró Guimarães foi, também, secretário de Negócios do Interior e Justiça, durante o primeiro Governo Ney Braga. Foi candidato a prefeito em  mais duas oportunidades, em 72 e 82, sem obter êxito. Acometido de mal súbito, faleceu no dia 16/07/1986.

Durante o governo de Plauto Miró Guimarães, em pleno Regime Militar, um fato marcou a história política da cidade. Atualmente, quando ausentes, ou impedidos, o prefeito, o vice e o presidente da Câmara Municipal, o diretor do Fórum é quem assume o comando da Prefeitura. O mesmo ocorre nas outras duas esferas de governo, estadual e federal.

No Governo Plauto não existia a figura do vice-prefeito. Ele próprio assumiu o cargo nessa condição. Ausentes prefeito e presidente da Câmara, José Luiz de Souza Neto (se encontravam em Porto Alegre – RS, em reunião nacional de prefeitos e presidentes de legislativos municipais), assumiu a prefeitura o militar Horácio Nunes Rocha (foto).
A determinação foi do general Itiberê Gouvêa do Amaral, comandante da 5ª Brigada de Infantaria Blindada.

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Cyro Martins

Eleito em 1968, tomou posse no dia 31/01/69. Nasceu em Ponta Grossa, no dia 14/07/1928. Era formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná. Foi professor de Matemática e Desenho.

Sua maior realização como prefeito foi a criação do PLADEI, Plano de Desenvolvimento Industrial de Ponta Grossa, para o incentivo à conquista de novas indústrias. Com a implantação do Parque Industrial, em terreno adquirido junto à Rede Ferroviária Federal, com uma área de cem alqueires, a conquista de novos investimentos foi facilitada.
Já em 1971, instalavam-se em Ponta Grossa, empresas de grande porte, como Sanbra, Cargill, Mak Bros, Kurashiki, Sagro, e Quimbrasil, entre várias outras. Sua administração ainda hoje é reconhecida como um grande marco na história de Ponta Grossa. Para viabilizar essas conquistas, Cyro Martins estendeu a rede elétrica da cidade até o Parque Industrial.

Cyro Martins inaugurou a Estação Rodoviária e o Mercado Municipal. Com a morte do governador Parigot de Souza, em 1973, Cyro chegou a ter seu nome cogitado para o governo do Estado.

Foi deputado estadual de 1979 a 1983. Antes, voltou a se candidatar a prefeito em 1976, sem sucesso. Em 82, sofreria nova derrota eleitoral, também para a Prefeitura Municipal. A partir daí, se afastou da vida pública, falecendo em 06/11/1986.

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Luiz Gonzaga Pinto

Tomou posse em de janeiro de 1973, governando a cidade até março de 1975. Nasceu em 21 de junho de 1920, em Piranguinho, MG. Formado em Engenharia de Minas e Metalurgia Civil. Fixou residência em Ponta Grossa, fundando a Metalúrgica Santa Cecília. Foi presidente da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa. Foi, também, provedor da Santa Casa de Misericórdia.

Não terminou seu tempo de mandato como prefeito, renunciando em março de 75, para assumir o cargo de secretário de Negócios da Indústria e Comércio, no governo de Jayme Cante Júnior.

Em seu governo, foi concedida autorização, com exclusividade, à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) , para exploração e operação dos sistemas de água e esgoto, desaparecendo, em conseqüência, a autarquia municipal Serviço de Água de Saneamento de Ponta Grossa, o SAS-PG.

Em em 1973, instalou-se oficialmente a Copel no Município, depois de ter adquirido as ações da Companhia Prada de Eletricidade, que, até então, era a concessionária na exploração do serviço de energia elétrica. Gonzaga Pinto deu seqüência ao Plano de Desenvolvimento Industrial, conquistando várias empresas. Mandou retirar os postes de iluminação pública do centro da Avenida Carlos Cavalcanti, que foram instalados nas laterais, possibilitando o alargamento da avenida.

Durante seu governo, foram realizadas as comemoração do sesquicentenário de emancipação de Ponta Grossa. Na Praça Floriano Peixoto, foi erguido um monumento comemorativo aos 150 anos do Município. Várias ações foram desenvolvidas, voltadas ao setor da Educação, merecendo destaque a criação do DERO - Departamento de Esporte e Recreação Orientada, que acabou dando origem à hoje Secretaria Municipal de Esportes e Recreação. É de seu governo a lei que criou o FUNREBOM - Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros .

Deixando o governo municipal, para assumir seu cargo no governo do Estado, Luiz Gonzaga Pinto passou o comando do Município ao vice-prefeito, Amadeu Puppi.

Luiz Gonzaga faleceu aos 87 anos, no dia 20 de fevereiro de 2008

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Amadeu Puppi

Amadeu Puppi, nascido em Campo Largo, foi empossado prefeito em 13/03/1975. Formou-se em Medicina, pela Universidade Federal do Paraná. Foi diretor dos Hospitais 26 de Outubro e São Lucas além de professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Puppi foi vereador de 1947 a 1950. Deputado estadual em 1950, 1954, 1962 e 1965. Por duas vezes, foi vice-presidente da Assembléia Legislativa.

Como prefeito, suas atenções voltaram-se principalmente para a área da Educação. Além disto, urbanizou vários logradouros, construiu praças e levou eletricidade para algumas localidades.

Firmou convênios com o governo do Estado, para a construção do Aeroporto do Botuquara e a Rodovia dos Minérios, para escoamento da produção de Itaiacoca. Ampliou em mais 4 mil terminais telefônicos, instalados pela Companhia Pontagrossense de Telecomunicações.

É de seu governo, a construção do Núcleo Habitacional Dal Col, bem como, o asfaltamento da Avenida Carlos Cavalcanti, entre outras. Dedicou-se, também, à conquista de novas indústrias.

Foi inaugurado o trecho ferroviário Ponta Grossa-Itapeva (SP), pelo presidente Ernesto Geisel, que veio à Ponta Grossa, especialmente para tal acontecimento.

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Luiz Carlos Zuk

Tomou posse no em 01/02/1977. Durante sua gestão, realizou obras de grande vulto, tendo, também, investido na qualidade de vida da população, atendendo os setores de Saúde, Educação e Assistência Social. Pavimentou considerável número de vias públicas, especialmente nos bairros, construiu várias praças e quadras poliesportivas.
Investiu Segurança Pública, com a construção de módulos policiais. Conquistou  os núcleos residenciais Santa Paula, Santa Terezinha, Santa Luzia, Santa Maria, Rio Verde, Bôrtolo Borsato e David Federmann, entre outros.

Zuk criou o PRODEIN (Programa de Desenvolvimento Industrial), através do qual conquistou várias novas indústrias, como a Geroma do Brasil e a Paraná Refrigerantes (fabricante da Coca-Cola). Construiu os novos prédios da Câmara de Vereadores e Prefeitura Municipal, que denominou de "Paço Municipal "David Federmann".

Seu governo construiu, ainda, o prédio do Fórum e dois ginásios de esportes: Na Praça Getúlio Vargas, o Ginásio Estanislau Stanislawzuk, hoje conhecido como "Zukão"; e, na Rua Balduíno Taques, o Ginásio de Esportes "Oscar Pereira".

São de seu governo, a transferência da CPT para a Telepar, a contratação da uma empresa (Vega Sopave, de São Paulo) para os trabalhos de limpeza e coleta do lixo urbano e a implantação do meio expediente na Prefeitura Municipal, no horário das 12 às 18 horas, que permanece até hoje.

Zuk foi vereador e deputado estadual, antes de ser prefeito de Ponta Grossa. Eleito pelo MDB, atendendo convite do então governador Ney Braga, filiou-se ao PDS, pelo qual concorreu a deputado estadual, em 1982, não obtendo sucesso. Voltou a disputar a Prefeitura em 1988, pelo PDT, não logrando êxito, novamente.
Em 90, conquistou a condição de suplente de deputado estadual.
Em 1992, concorreu ao cargo de vice-prefeito, na chapa de Djalma de Almeida César, que foi derrotado por Paulo Cunha Nascimento. Em 93, assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa. Foi reeleito em 1994, com
25.819 votos. Reeleito novamente em 1998, então com 17.959 votos, ainda pelo PDT.
Quatro ano depois, pelo mesmo partido, buscou sua permanência na Assembléia Legislativa, mas, sem sucesso, com
17.296 votos.
Encontra-se atualmente afastado da política eleitoral.

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Romeu de Almeida Ribas

Com a renúncia de Luiz Carlos Zuk, no dia 14 de maio de 1982, para concorrer a deputado estadual, assumiu o governo municipal, o vice-prefeito Romeu de Almeida Ribas. Romeu foi o primeiro a tomar posse na nova sede da Câmara Municipal e a receber o cargo no novo prédio da Prefeitura Municipal, construídos por seu antecessor, Luiz Carlos Zuk.

Romeu teve a prestigiar a sua posse a deputada Ivete Vargas, presidente nacional do PTB e o ex-governador Paulo Pimentel, pelo fato de que estava assumindo uma prefeitura municipal o primeiro petebista em todo o Brasil.

Com período curto, Romeu não chegou a desenvolver nenhum programa especial de governo, empenhando-se em conduzir os negócios da administração pública até a posse de seu sucessor, Otto Cunha. Inaugurou várias obras iniciadas no Governo Zuk. 

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Otto Santos da Cunha

Tomou posse em 01/01/1983, para um mandato de seis anos.
Advogado, industrial e pecuarista, nasceu em 19/01/1937.
Obteve várias conquistas em seu governo, como a construção de viadutos e ligações, com destaque paga os viadutos do Trevo Vendrami, da ligação com os núcleos Santa Maria e Santa Marta e o da ligação da cidade com os conjuntos Santa Paula e Santa Terezinha. Conseguiu, ainda, as duplicações da Avenida Presidente Kennedy e da Avenida Souza Naves, até o trevo na saída para o Norte do Estado, no Caetano.

Durante seu governo, foi feita a ligação da Avenida Visconde de Taunay com os núcleos habitacionais Santa Paula e Santa Terezinha, além do asfaltamento em grande número de ruas e recuperação do pavimento de outras tantas, com recursos, a fundo perdido, do Projeto Cura II, conseguido junto ao governador Álvaro Dias, com quem mantinha estreito relacionamento.

Por conta disso, ainda, conseguiu que o governo do Estado pavimentasse a estrada Ponta Grossa-Itaiacoca, até a localidade de Biscaia, além da ligação Ponta Grossa-Guaragi.

Construiu, em terreno alugado junto ao Ministério do Exército, o Parque de Exposições "Otto Cunha", denominação dada por iniciativa da Câmara Municipal. Ainda em seu período de administração, foram criadas as Secretarias Municipais da Indústria, Comércio e Turismo e da Agricultura e Pecuária, desmembradas da antiga Secretaria Municipal da Economia.
Otto deu grande incentivo à comercialização pecuária, fazendo de Ponta Grossa um importante ponto de referência para o setor. Defendendo a organização da comunidade, o governo de Otto Cunha patrocinou a criação das associações de moradores de bairros. Promoveu ações que recuperaram e remodelaram o Parque de Máquinas da Prefeitura Municipal, como, da mesma forma, a usina de asfalto do Município.

Aproveitando a presença do senador Affonso Camargo Neto, no Ministério dos Transportes, o prefeito Otto Cunha agilizou as negociações com a Rede Ferroviária Federal, de modo a garantir para o Município toda a área de terreno, que cortava a cidade, com os trilhos da Rede, incluindo o grande pátio, na área central, com as duas estações de passageiros, mais o terminal de cargas. Otto chegou a encomendar um projeto de ocupação dessa área ao arquiteto Jaime Lerner, mas acabou não conseguindo desenvolver as obras pretendidas.
Após passar o cargo a seu sucessor, Pedro Wosgrau Filho, a quem apoiou nas eleições de 88, Otto Cunha se elegeu deputado federal, em 90. Em 94, candidato à reeleição à Câmara Federal, não obteve êxito.

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PEDRO WOSGRAU FILHO

Nasceu em Ponta Grossa em 19/09/1947. Engenheiro civil, formado pela Universidade Federal do Paraná.
Eleito prefeito em 1988, tomou posse em 01/01/89, governando Ponta Grossa até 31/12/92. Sua administração foi marcada por grandes obras e ações voltadas à Saúde. Foi o idealizador e responsável por três edições da München Fest, a Festa Nacional do Chope Escuro. A primeira foi feita em local improvisado, no centro da cidade. Para a segunda, foi construído o Centro de Eventos "Cidade de Ponta Grossa".

O Governo Wosgrau adquiriu o prédio do antigo Hospital "26 de Outubro", onde criou o Centro de Ação Social, que abriga, também, o Serviço de Obras Sociais.
Wosgrau Filho dotou a cidade de uma rede de postos de Saúde e implantou o Pronto Socorro Municipal.

É do seu governo a implantação do Sistema Integrado de Transporte Coletivo Urbano, com a construção dos terminais Central, de Oficinas e da Nova Rússia. E
reduziu a idade máxima da frota rodante de 25 para dez anos. Também, a implantação do Estacionamento Regulamentado, a antiga "Zona Azul" (hoje Estar), que reverte sua arrecadação em favor de entidades que se dedicam à causa do menor.

O prefeito Wosgrau trouxe a Ponta Grossa o então presidente Fernando Collor de Mello para a inauguração de dois conjuntos habitacionais: Santa Marta e Jardim Nossa Senhora das Graças, com 500 casas cada um.
Na continuidade, o governo municipal construiu o núcleo, o Pitangui, com 700 unidades. E promoveu o lançamento de dois loteamentos populares, o Santa Mônica e o Tibagi.
No campo da Educação, Pedro conquistou, junto ao governo federal, a construção de um CAIC - Centro de Atendimento Integral à Criança. E, também, uma unidade do CEFET - Centro Federal de Ensino Tecnológico, agora transformado em Universidade Federal Tecnológica do Paraná.
Construiu, ao todo, 88 salas de aula, numa das maiores ampliações da rede pública municipal de ensino da história da cidade.
Foi o prefeito que mais adquiriu máquinas e equipamentos para o Parque de Máquinas, na história de Ponta Grossa.
Em termos de industrialização, o Governo Wosgrau Fez a doação do terreno para a instalação da cervejaria Kaiser e
Obteve a construção da nova unidade da Sadia em Ponta Grossa.

Em seu governo, foram implantadas a Fundação do Idoso (FAPI), a Fundação Promover e a Fundação ProAmor.
Adquiriu, junto à Rede Ferroviária Federal, as áreas antes ocupadas pelos trilhos ferroviários na região central, e que mais tarde serviram para instalar o Terminal Central, o Complexo Ambiental, o prolongamento da avenida Vicente Machado, a avenida D. Geraldo Pellanda e a Avenida dos Vereadores.
Criou a Companhia de Habitação de Ponta Grossa – Prolar.

Segundo Governo Wosgrau
Em 2004, Pedro Wosgrau Filho foi novamente eleito prefeito, pelo PSDB, sendo o primeiro prefeito da história de Ponta Grossa a disputar e vencer uma eleição em segundo turno. Obteve 74.483, no primeiro turno, e 87.291, no segundo turno. Assumiu em 1º de janeiro de 2005.
Dez dias depois, levado pelo deputado Jocelito Canto à presença do governador do Estado, Roberto Requião, ambos foram atendidos na reivindicação pela construção do Hospital Regional, hoje em fase final de obras, prestes a ser inaugurado, e já com recursos liberados para a aquisição dos equipamentos. Hospital que contribuiu para o retorno do Cruso de Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG.

Foram construídos e entraram em funcionamento os Centros de Atendimento à Saúde - CAS, junto aos terminais do transporte coletivo de Uvaranas, Oficinas e Nova Rússia. Ampliado o Centro de Radiologia Central, adquiridos aparelhos de Raio-X, serviço de ultrassonografia, tomógrafo, ultrassom e mamografia para o Centro Municipal da Mulher, além da contratação de técnicos para os serviços implantados.
Ainda na área da Saúde, ampliação do Hospital da Criança e do Pronto Socorro Municipal, com aumento também de especialidades médicas.

Foi ampliado o número de Centros de Educação Infantil - CMEIs, distribuídos a todos os alunos da rede municipal uniformes e materiais escolares. Investimentos em bibliotecas nas escolas municipais. Escolas reformadas, ampliadas e construídas.
Moradias, lotes urbanizados, pavimentação de várias ruas, ligações entre bairros e a ampliação da rede de esgoto.
No 2º governo de Pedro Wosgrau Filho, foi construída a nova Estação rodoviária, em parceria com o governo estadual. Também, o Ginásio do Deficiente, e iniciadas as obras da "Arena", para a realização de grandes eventos.
Foram revitalizados o Calçadão da Rua Coronel Cláudio e a Avenida Vicente Machado, a principal de Ponta Grossa, que ganharam fiação subterrânea entra vários outros benefícios, levando em conta a inclusão social.
Também, criada lei que regulamentou a utilização de placas em lojas, o que proporcionou a recuperação do visual das fachadas originais de prédios históricos.

Na área social, além da manutenção dos programas criados em sua primeira gestão e outros, por governos que o sucederam, Wosgrau Filho implantou vários programas, alguns deles de grande repercussão junto às camadas menos favorecidas da população. Como o "Mercado da Família", oferecendo produtos com até 30% de desconto, para famílias com renda de até 2 salários mínimos.
O "Sanduíche Popular", nutritivo e adquirido por uma única moeda, de qualquer valor. E a "Feira Verde", programa social e ecológico, na troca de frutas e verduras por lixo reciclável. Vários postos de troca foram implantados.
Foi criada a "Academia da Terceira Idade", co equipamentos para a prática esportiva aos idosos.

Iniciado o processo para a criação do Pólo de Confecções de Ponta Grossa, objetivando abrir oportunidades e gerar empregos. Cursos para formação de costureiras e marceneiros, entre outros.

Politicamente, Pedro Wosgrau Filho protagonizaria, em 2008, mais um fato histórico: Foi o primeiro prefeito de Ponta Grossa a ser reeleito. Com a instituição da reeleição para os executivos federal, estaduais e municipais, em Ponta Grossa haviam tentado a reeleição, sem sucesso, os prefeitos Jocelito Canto e Péricles de Mello. Wosgrau conquistaria, também, naquele ano, a condição de primeiro prefeito a obter, nas urnas, um terceiro mandato, este iniciado em 1º de janeiro de 2009.
Mais uma vez , Wosgrau venceu a eleição em segundo turno. No primeiro, venceu seis adversários, obtendo
67.791 votos. No segundo turno, disputando diretamente com um considerado "fenômeno" na política, o radialista Sandro Alex Cruz de Oliveira, Pedro Wosgrau Filho se reelegeu com o aval de 89.538, votos, 52,26% dos votos válidos, portanto, uma vitória considerada como "apertada", mas, que o conduziu ao terceiro mandado. Pedro nunca disputou outra eleição que não fosse para prefeito de Ponta Grossa.

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PAULO CUNHA NASCIMENTO

Eleito em 3 de outubro de 1992, tomou posse em janeiro do ano seguinte. Investiu na Educação, com a construção e ampliação de escolas. Foram instaladas escolas de ensino técnico, garantido o transporte escolar gratuito, entre outras iniciativas.
Paulo proporcionou grande avanço, também, no setor cultural, com as restaurações da Vila Hilda, da Estação Paraná e da Concha Acústica, entre outras.

Inaugurou 15  postos de Saúde, instalou novos equipamentos para o Pronto-Socorro, destinou equipamentos para os hospitais Santa Casa, Bom Jesus e Evangélico. E  triplicou o fornecimento de medicamentos, além de construir o Hospital da Criança.
 
Foram construídos o Centro de Convivência do Idoso, novas 5 creches, e implantadas a Casa do Irmão do Futuro, Casa da Semi-Liberdade e Estação do Ofício, além de 11 centros comunitários.
Criados os conselhos municipais de Assistência Social, do Idoso e dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiências.

 
Construiu a Avenida D. Geraldo Pellanda, o prolongamento da Rua Benjamin Constant, o complexo viário da Palmeirinha e implantou um novo trajeto para a saída para Curitiba, através da Rua Emílio de Menezes.

Construiu, ainda, os calçadões das ruas Coronel Cláudio e 15 de Novembro e o Parque Ambiental. No governo de Paulo, foi construída a Capela Mortuária Municipal e foi remodelado o Aeroporto Santana. Foi, também, inaugurado o Trevo "Prefeito Eurico Batista Rosas".

Na área dos esportes, a grande conquista foi o tetracampeonato dos Jogos Abertos do Paraná. Também na administração de Paulo Cunha Nascimento foi instalada a fábrica da Cervejaria Kaiser, implantadas várias outras empresas e destinados terrenos no Parque Industrial para futuros investimentos. Foi, ainda, equacionado o grande problema do Parque Municipal de Exposições.

No dia 12 de maio de 2009, a população de Ponta Grossa foi surpreendida com a notícia do falecimento de Paulo Cunha Nascimento, ao 67 anos de idade. Estava em Curitiba, participando de eventos de negócios, quando, em plena rua, sofreu um Acidente Vascular Cerebral. A cidade perdeu, naquele dia, um político correto, um homem honesto, um homem bom. Por todas as suas qualidades, um exemplo que ficou.

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JOCELITO CANTO

Nasceu em Passo Fundo, RS. Chegou a Ponta Grossa em 1992, iniciando sua trajetória na rádio local, na Difusora. Seu estilo popular e a transformação que fez do seu programa de rádio em uma grande obra social, inclusive com a criação da "Garagem da Esperança", hoje uma instituição reconhecida pelo seu caráter social, o levou a atender ao apelo popular e ingressar na carreira política.

Foi eleito deputado estadual em 1994, pelo PSC, quando obteve mais de 20 mil votos. Dedicou seu mandato ao atendimento das camadas mais carentes da população, aplicando os seus vencimentos em obras sociais, e prestando contas de seus subsídios.
 
Esse trabalho resultou em outra candidatura em 1996, desta vez a prefeito, pelo PSDB, elegendo-se com cerca de 54 mil votos.

Como prefeito, voltou suas atenções principalmente à comunidade dos bairros, sem ter deixado de atender às necessidades do centro da cidade. Promoveu a retomada do processo de industrialização, com a conquista de grandes empresas, ao mesmo tempo em que incentivou as indústrias e o comércio já estabelecidos, proporcionando a geração de milhares de empregos.
Realizou uma série de obras, visando a melhoria das condições de vida da população e o embelezamento e valorização da cidade.

Criou o projeto dos Condomínios Sociais, a Avenida München, o Gabinete Móvel, entregou perto de quatro mil lotes urbanizados, e conquistou centenas de casas populares.
Seu governo, entre várias outras obras, revitalizou a antiga Chácara Dantas, criando o Parque Margharita Masini, além da Feira do Bairros São José.
Criou o "Taxi Especial" para o transporte de deficientes; pavimentou várias ruas e realizou o Natal mais iluminado da história da cidade.
 
Em 2000, concorreu à reeleição, não tendo obtido a vitória, mesmo superando a marca dos 60 mil votos. Em 2002 foi eleito novamente deputado estadual, pelo PRP, agora com marca superior aos 53 mil votos, sendo o candidato mais votado em Ponta Grossa à Assembléia Legislativa.
Em 2006, foi reeleito para a Assembléia Legislativa, desta vez pelo PTB, com 65.284.

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Péricles de Holleben Mello

É ponta-grossense, casado com a dentista Luciana Martins e tem uma filha. Professor universitário, formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná.

Foi eleito vereador pela primeira vez em 1988 e reeleito em 1992. É autor da lei que garante o passe escolar para estudantes carentes, o "Passe-livre".
Em 1994, foi eleito deputado estadual. Em janeiro de 95, assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa.

Em 2000, foi eleito pela coligação PT/PMDB/PHS para o cargo de prefeito, com 72.583 votos.
Sua gestão foi marcada por investimentos na Cultura, Educação, no resgate à Cidadania. Construiu monumentos e incentivou os artistas locais. Em parceria com o governo do Estado, iniciou um dos maiores programas de pavimentação em Ponta Grossa.

Foi o segundo prefeito a concorrer à reeleição no Município. Antes dele, seu antecessor, Jocelito Canto, fora candidato, mas, perdeu para o próprio Péricles.

Em 2004, Péricles de Mello, com o apoio de Jocelito, disputou, pelo PT, o segundo turno das eleições municipais com Pedro Wosgrau Filho, PSDB. Obteve 68.117 votos, no primeiro turno, e 81.296, no segundo turno. Mas, acabou derrotado. Em 2005, foi conduzido à Direção Administrativa da Sanepar - Empresa de Saneamento do Paraná.
Em 2006, elegeu-se mais uma vez deputado estadual, obtendo 29.012 votos.

 

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