15/01/2014
A História do Plantão da Cidade

Neste dia 23 de janeiro, quainta-feira, o Plantão da Cidade, primeiro portal de notícias de Ponta Grossa e da Região dos Campos Gerais, está comemorando dez anos de atualizações diárias. Iniciamos o nosso “Ano 11”, como o mesmo compromisso que assumimos há dez anos, o da disposição em informar e, especialmente, prestar serviços.

Agradecemos, mais uma vez, a todos aqueles que, de alguma forma, nos ajudaram a escrever nossa história: Leitores, colaboradores e patrocinadores, bem como aos parceiros, como os jornais impressos e sites amigos, aos profissionais das assessorias de Comunicação e das agências de notícias. A todos aqueles que criticaram ou elogiaram o nosso trabalho de forma construtiva (até mesmo elogios podem não ser construtivos) e que, assim, nos ajudaram, se fazendo presentes, nos acompanhando.

Mantemos, aqui, o registro de parte da nossa história, que, insistimos, é quase que artesanal, porque assim preferimos manter, mas, escrita a dezenas de mãos e de boas cabeças.


Era para ser de papel, na segunda!

No final de 2003, adquirimos o nosso domínio, www.plantaodacidade.com, e iniciamos a nossa caminhada, a nossa busca da realização de um sonho, o de termos nosso próprio meio de divulgação, de informação. Atuávamos no rádio e no jornal Diário da Manhã. O desejo era podermos expressar nossas opiniões e divulgarmos as notícias sem qualquer censura ou orientação política ou empresarial de quem quer que fosse.

De trabalharmos mais à vontade, pois acreditávamos ser possível, sim, fazer um jornalismo isento, sem amarras, desvinculado de grupos, pessoas ou interesses.

Mas, esta história começou muitos meses antes. A idéia inicial era de criarmos um semanário, a ser publicado todas as segundas-feiras, com as notícias do final de semana, informações do setor policial, do esporte (para a cobertura dos campeonatos amador, juvenil, enfim, o futebol de Ponta Grossa, e outros eventos esportivos, que os jornais convencionais, impressos, somente divulgam na terça-feira. Também, os acontecimentos políticos, como convenções partidárias, algumas informações de bastidores, de fatos que acontecem nos finais de semana, e estarmos sempre atentos a qualquer acontecimento. Pensamos em uma coluna social, para divulgarmos as fotos e os fatos da semana, especialmente os eventos e acontecimentos do final de semana.

Daí termos escolhido para o nosso projeto, o nome “Plantão da Cidade”. Esta, era a idéia. E chegamos a desenvolver esse projeto, que até hoje guardamos com carinho, impresso como “boneca” de um semanário.

Mas, para a concretização do sonho necessitávamos, primeiro, de parceiros, jornalistas, diagramador, fotógrafos, enfim, de uma equipe. E, é claro, de um bom vendedor. Esses parceiros teriam que ter alguns requisitos: Espírito de luta, disposição para o trabalho, para enfrentar desafios, coragem, muita fé e companheirismo. Teriam que acreditar naquilo que aprenderam nos bancos universitários, ou na escola da vida, que é a que forma os melhores profissionais do Jornalismo, formados, ou não.

Pensamos e montar uma cooperativa, inovarmos e, quem sabe, vencermos juntos, porque, companheiros sempre vencem, até mesmo nas eventuais derrotas. Conversamos, trocamos idéias, tentamos convencer que o desafio é o caminho para a vitória, que é preciso acreditar.

Não encontramos esses parceiros. Nos disseram que viriam conosco, se o projeto desse certo. Ah, sim, daí, ficaria fácil. Para nós, então, ficou difícil. E desistimos!

Sim, desistimos da idéia, não do desafio, não do sonho. É que, quando a gente desiste de sonhar, perde os objetivos de viver. Vale observar que, quando a idéia ainda estava viva, procuramos o comércio, apresentando o nosso projeto. Não fomos felizes! Somos operários, fazemos o produto, mas não sabemos vendê-lo.

Outra alternativa seria apelarmos para a classe política, com a qual sempre nos relacionamos bem, e trocarmos “agrados”. Mas, não era esse o nosso objetivo. Acreditávamos ser possível oferecer um produto de qualidade, em que valesse a pena investir, para se obter retorno. Nosso projeto naufragou. Não por culpa dos empresários da cidade. Claro que não!

O problema é que não tínhamos o produto, por falta de companheiros de profissão. Culpa deles? Também não! Quem arrisca um emprego, mesmo que instável, mesmo sem a liberdade que oferecemos, de opinião, de informação, de isenção, de tudo aquilo que sonha o bom jornalista, de exercer a profissão em toda a sua amplitude. Sem compromisso com quaisquer interesses, necessidades e conveniências do patrão.

Justiça seja feita. Um companheiro, encontramos, que sonhou conosco, que ousou ajudar no desenvolvimento do projeto. João Batista Cordeiro dos Santos (foto), que faria a nossa editoração eletrônica, com toda a sua competência e dedicação ao trabalho. Somente ele “topou a parada”. E o Plantão da Cidade, não chegou às bancas.

Das bancas para o computador

Era preciso ser teimosos, caso contrário, nada aconteceria. Enfrentar o desdém, ouvirmos o “vai em frente, acredite”, mas, sem ninguém para enfrentar junto, acreditar com a gente, a não ser aquele companheiro, que até hoje não nos abandonou.

Muito bem, tentamos manter o projeto do Plantão. Adquirimos o domínio, aliás, sem recursos para pagarmos a despesa, e fomos em frente. Agora, a opção era a Internet, com custos bem menores, mas, ainda acima das nossas possibilidades.

Um outro amigo foi o primeiro a investir na idéia, acreditou. O empresário Marcos Zampieri, do Grupo Alerta, até hoje patrocina o Plantão. E foi quem nos garantiu o domínio.

Vencida a primeira etapa, como já dissemos, no final de 2003, colocamos o Plantão “no ar”. De forma artesanal e amadora, como foi por quase nove anos. Mas, continua sendo feito em casa, sem perder sua característica quase que artesanal.

As primeiras “edições”, na verdade atualizações, foram feitas esporadicamente. Até que decidimos que isto somente daria certo com atualizações diárias. Mas, de que jeito, sozinhos para cobrirmos toda uma cidade? Não daria certo. Mesmo assim, nos atrevemos.

É claro que a experiência adquirida em mais de uma década, atuando no Diário da Manhã, tendo como mestres profissionais do gabarito de Altair Ramalho e Adail Inglês, além da forma como sempre tratamos as coisas da política, nos deram credibilidade e a consolidação do nosso nome como jornalista político. Foi neste patrimônio que investimos. Bem como, de uma longa vivência no rádio, como redator

Projeto “no ar”, escolhemos uma data para fixarmos o aniversário do site.


Acervo histórico é prestação de serviços do Plantão da Cidade

Além das informações do dia-a-dia, que levam centenas de pessoas a prestigiar o nosso informativo, o projeto do Plantão da Cidade já previa a valorização da História de Ponta Grossa. Quando a idéia ainda era a do semanário impresso, pelo menos uma página seria destinada à divulgação de fatos históricos e de fotos que registram momentos importantes da história, destacando, em especial, aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que Ponta Grossa tivesse se tornado um município de grande porte e de merecido destaque no contexto do Paraná.

Com o jornal na Internet, foi possível tornar permanentes as informações, como os prefeitos da História de Ponta Grossa, a foto de cada um deles e o resumo de suas realizações. Personalidades que são lembradas porque deram seus nomes a ruas, ou porque, em alguma oportunidade, foram citados em salas de aula. Mas que deram sua contribuição, porque uma cidade se constrói através de ações políticas, de conquistas e realizações, em um trabalho que jamais termina.

Hoje, por exemplo, é obrigação do administrador levar o computador para as escolas, informatizar os órgãos públicos para dar maior agilidade, organização e transparência. Em outros tempos, foi preciso trazer a energia elétrica, a telefonia, as redes de água e esgoto. Se hoje, se cobra a pavimentação nas ruas dos bairros, é cobrada, também, a conservação das ruas centrais, pavimentadas, primeiro com poliedros, depois com o asfalto, por governantes anteriores. Apenas alguns exemplos de uma história de progresso de uma cidade e do fortalecimento de seu povo.

Da mesma forma, entendemos que prefeito não administra sozinho. Depende do Poder Legislativo que, além de aprovar seus projetos, fiscaliza suas ações, cobra a falta delas e toma iniciativas de leis que beneficiam a população e o desenvolvimento do Município. Sãos os vereadores que convivem por mais tempo e mais diretamente com o povo, ouve suas reclamações, suas sugestões, e levam ao conhecimento do Executivo, através de audiências, requerimentos, moções e indicações.

Assim, entendemos que deveríamos também deixar registrados os nomes de todos os vereadores que passaram pela Câmara Municipal de Ponta Grossa. Exceção apenas aos suplentes que assumiram o cargo por alguns dias, apenas, e pouco ou nada puderam fazer. O Plantão listou todas as formações do Legislativo Municipal, da primeira que se tem registro, até a atual. E obteve várias fotos de ex-vereadores.

Fotos antigas da cidade, das primeiras ruas pavimentadas, da demolição da Catedral, um dos grandes símbolos da nossa história, que foi abaixo, para dar lugar a uma moderna construção. Vale o registro daquele momento que, hoje, certamente não se repetiria. Outras como da velha estação ferroviária, da Antarctica que se foi. Dos antigos concursos para a Rainha da Soja e de outros eventos. Da construção da Prefeitura e, entre tantas, do início do Núcleo Santa Paula.

Deixamos este registro, mas, é verdade que muitas fotos se perderam, emprestadas, com solene promessa de devolução, na maioria dos casos.

Registros marcantes da política ponta-grossense, como de encontros que, hoje, não seriam possíveis, ou porque aqueles que juntos aparecem, alguns já faleceram, outros romperam relações e não mais as reataram. Temos um carinho especial por essas páginas, porque também registram parte da história recente da cidade.

Um dos trabalhos mais consultados em nosso Plantão é o que mostra os resultados de todas as eleições, desde 1992 até as últimas, de 2012, realizadas em Ponta Grossa.

Sem esquecer o rádio e os radialistas, que, pelo seu trabalho e profissionalismo, pelo espírito público, também ofereceram grande contribuição, ajudando, informando, divertindo e, como os vereadores, também cobrando ações em favor da coletividade.

Serviço
Essa prestação de serviços, que tem servido a pesquisas por parte de estudantes, professores, jornalistas, acadêmicos e várias outras pessoas, o que nos satisfaz e recompensa o nosso trabalho. Outra alegria é quando tomamos conhecimento que alguém, quando procura um órgão público, para um trabalho escolar, por exemplo, é orientado a consultar o Plantão da Cidade. Significa que está valendo a pena.

Aniversário
Definimos o dia 23 de janeiro como a data do princípio. É o dia do aniversário do nosso pai, Valdivino (foto) que nos ensinou tudo o que sabemos de vida, de correção, de ética, de respeito, de reconhecimento, e do espírito de luta. Este Plantão muito ou tudo a ele deve. Nos deixou em 2005.

E, a cada dia 23 de janeiro, comemoramos mais uma etapa e a dividimos com todos os nossos leitores, colaboradores e patrocinadores, bem como, com as nossas fontes de informação, fundamentais para a sobrevivência do nosso trabalho.

 Algumas causas que abraçamos e que fizeram história na Câmara Municipal

Entre tantas causas que este Plantão defendeu, duas marcaram a história recente da Câmara Municipal de Ponta Grossa. A primeira delas, quando o site ainda era um ensaio, foi a mudança de horário das sessões legislativas, que eram realizadas a partir das 17:30 horas. Isto prejudicava o trabalho das emissoras de rádio e televisão, que precisavam editar as gravações, e dos jornais, cujos repórteres tinham que retornar às redações e elaborar as matérias, o que atrasava em muito o trabalho, causando, muitas vezes, prejuízos às empresas.

Quando ainda atuávamos no Diário da Manhã, ao lado do jornalista Adail Inglês (foto), “brigamos” por essa modificação, mas, sempre sem sucesso. Ocorre que o horário, no meio da tarde para as sessões não interessava à maioria dos vereadores, empresários, profissionais liberais, que, atuando em suas empresas, consultórios e escritórios, tinham, no exercício da vereança um ganho extra, ou, como dizíamos, na época, faziam “bico” no Legislativo.

Em 2003, voltamos a insistir no tema, desta vez oferecendo a sugestão ao então vereador João Barbiero (foto), que aceitou o desafio. Usou do seu poder de articulação e contou com a adesão da imprensa, como um todo. E as sessões passaram a ser realizadas a partir das 14 horas.

O fato marcou. Tanto que, depois, o então presidente da Câmara, Eliel Polini, quando, atendendo apelo de membros das comissões permanentes da Casa, de funcionários que ocupam cargos técnicos, precisou mudar o horário para as 15 horas, somente o fez após consultar os repórteres que atuavam no Comitê de Imprensa. E o vereador Alessandro Lozza de Moraes desejou retornar ao horário das 17:30. Enfrentou a resistência dos mesmos repórteres e abandonou a idéia.

Fim do recesso
 A outra causa, foi o fim do recesso parlamentar de julho na Câmara de Vereadores. Tudo começou em uma reunião da Associação dos Municípios dos Campos Gerais, na cidade de Tibagi, no início de 2004. Lá, conversamos com o então vereador Aristeu Ribas, que nos contou que a Câmara Municipal de Tibagi, por iniciativa da Mesa Executiva, estava propondo a supressão do recesso de meio de ano.

Publicamos a matéria, no Plantão e no Diário da Manhã. No dia seguinte, procuramos o vereador Marcos Zampieri, a quem oferecemos a idéia, e ele de imediato se interessou pelo assunto e queria saber mais detalhes. Para ele, como para nós, a atitude dos vereadores tibagianos deveria ser exemplo. Após contatos com os legisladores daquela cidade, Marcos elaborou o projeto que, de pronto, provocou reações negativas junto a vários vereadores ponta-grossenses, a mais forte delas, do então presidente da Câmara, Delmar Pimentel.

Vereador novo, que assumira o mandato em outubro de 2003, com a renúncia de Maurício Andrade, Zampieri soube conduzir o processo, assumindo todos os riscos e impondo, aos poucos, o clamor da população. Quando o projeto foi aprovado em Tibagi, lá estivemos, com o Zampieri e com o então, “articulador político” do prefeito Pedro Wosgrau Filho, Odivaldo Alves, acompanhando a sessão e aplaudindo a Câmara de Tibagi. Lá, Marcos discursou, elogiando a iniciativa e prometendo que o exemplo seria seguido em Ponta Grossa. Não foi fácil cumprir com tal compromisso, mas, a força de vontade e ao apoio popular suplantaram todas as resistências. O projeto foi aprovado, aqui, também por unanimidade de votos.

A diferença foi que, em Tibagi, em 2004 já não existiu o recesso de julho. Em Ponta Grossa, por conta de um artifício de Delmar Pimentel, os vereadores tiveram férias naquele ano. Em 2005, sim, houve a estréia da chamada “Emenda Zampieri”. Agora, o período de sessões ordinárias da Câmara Municipal de Ponta Grossa tem início em 15 de fevereiro e termina em 15 de dezembro, sem a mácula do recesso parlamentar de julho.

Depois, virou moda, o congresso Nacional reduziu o recesso parlamentar, de 90 para 55 dias; a Assembléia Legislativa do Paraná também adotaou a medida. E todas as câmara municipais seguiram o mesmo caminho. Portanto, vale o registro de quem, primeiro, deu o exemplo: A Mesa Executiva da Câmara de Tibagi e o vereador ponta-grossense Marcos César Zampieri.

 

Cidade não teve plebiscito para Sanepar, porque Zeca não quis
Se o Plantão da Cidade se orgulha de ter abraçado, com sucesso, as causas da mudança de horário para as sessões da Câmara Municipal, e do fim do recesso parlamentar de julho em Ponta Grossa, lamenta que uma idéia, ainda mais ousada, não tenha sido aproveitada, porque foi levada ao vereador errado. A gente nem sempre acerta! E, por conta deste equívoco que cometemos, a população ponta-grossense deixou de ter o direito de opinar, diretamente, a respeito dos serviços de água e esgoto, sobre a renovação da concessão com a Sanepar.

O vereador que escolhemos foi José Carlos Raad, o “Dr. Zeca”, que, assim, também perdeu uma bela oportunidade de justificar, no primeiro ano de seu mandato (em 2005), os mais de 6 mil votos que recebeu nas urnas, e que o tornou um recordista em votação.

A “CPI da Sanepar” seguia com seus trabalhos, e seus integrantes tinham posição “definida” pela municipalização de água e esgoto. Seriam, portanto, cinco votos “certos”, contrários à renovação do contrato. O governador Roberto Requião provocou os vereadores, jogando mais água na fervura. Falou em “barganha”, comparou, mesmo que indiretamente, a reação da Câmara Municipal com o “mensalão” na Câmara dos Deputados, entre outras coisas que disse numa entrevista ao deputado Jocelito Canto. Claro que os vereadores reagiram.

De parte do Executivo, o prefeito Pedro Wosgrau Filho deixava ver, claramente, que sua decisão seria pela renovação com a Sanepar. E com razões lógicas. Matinha, um excelente relacionamento com o governo do Estado. “Paraná Urbano”, em torno de 40 milhões de reais, o Hospital Regional, a nova Estação Rodoviária, entre tantas outras conquistas na parceria com o Palácio Iguaçu, argumentos inquestionáveis.

Além disto, verbas para o setor da Saúde, principal compromisso de Wosgrau na campanha de 2004, facilitando em muito seu primeiro ano de governo, difícil pela situação em que encontrou a Prefeitura.

Mais do que isto, Pedro tinha plena consciência das dificuldades que a cidade enfrentaria no caso da municipalização dos serviços. Por exemplo, as indenizações à Sanepar, a falta de pessoal especializado para “tocar” os serviços de água e esgoto, já que os salários dos técnicos que atuam na Sanepar nem se compara com os níveis salariais da Prefeitura. E, pelo que se soube, também havia o temor, de parte do prefeito, que os serviços se tornassem “filantrópicos”, ou seja, que, municipalizados, permitissem a vereadores propor isenções, como acontecia, por exemplo, no transporte coletivo urbano, encarecendo o preço da tarifa.

E o povo?
Passamos a analisar as posições reveladas pelos vereadores, alguns, de forma apaixonada, defendendo a municipalização, outros, a mesma tese, mas, por questões políticas. Outros, ainda, favoráveis à renovação, também por questões políticas e/ou partidárias. Enfim, o colegiado dos vereadores estava dividido. Mas, não nos pareceu que nenhum deles teve qualquer intenção de ouvir a opinião do povo, o mais interessado, aquele que, ao final, acaba pagando a conta.

Desarmamento
Enquanto a discussão sobre a renovação, ou não, com a Sanepar, corria solta no Legislativo Municipal, o Brasil, sem muito entusiasmo, era levado a debater outra questão, a comercialização de armas, que seria, como foi, decidida através do voto popular, direto, em um Referendo. Muitos vereadores se manifestaram e até posaram para fotos, mostrando suas posições, pelo “Sim” ou pelo “Não’; pelo “Um”, ou, pelo “Dois”.

Plebiscito
Foi quando nos ocorreu que o povo de Ponta Grossa tinha, sim, o direito de opinar quanto à renovação, ou não, da concessão dos serviços de água e esgoto. Para Ponta Grossa, era mais importante esse tema, do que o desarmamento. Buscamos as alternativas, e atentamos para dispositivos constitucionais de da Lei Orgânica do Município, que tratam de Referendo e Plebiscito. Entre os 15 vereadores, após análise de posições a respeito da Sanepar, entendemos que José Carlos Raad era um dos que acompanhavam o processo isento de paixão por esta ou aquela tese. Ligamos para Dr. Zeca, a quem falamos de nossa preocupação e oferecemos a sugestão. Ele se mostrou entusiasmado.

Legalidade
Procuramos o advogado José Augusto Carneiro de Andrade, do Departamento Jurídico da Câmara Municipal, e lhe formulamos consulta a respeito. Dois dias depois, Dr. José augusto nos entregava, por escrito, o levantamento que fez, demonstrando que, legalmente, o plebiscito seria viável.

Mas, Dr. Zeca não fez a idéia prosperar. A discussão sobre a Sanepar continuou, e o contrato foi renovado. E, porque Zeca não quis, ou, porque escolhemos mal o vereador, a população a tudo acompanhou, de longe, sem o direito de opinar.

O Plantão, hoje
Em abril de 2013, entendemos que seria o momento da mudança. Aliás, com alguns anos de atraso. E optamos por abandonar o visual, que criamos lá no início, bem como nossa logomarca, já amarelada pelo tempo, e que foi feita para a idéia do semanário impresso.

Contratamos os serviços da Agência Okey, de Ponta Grossa, que desenvolveu o nosso novo portal, com maio interatividade, possibilidade da opinião do leitor, a inclusão definitiva nas redes sociais. Um visual mais moderno e um site mais dinâmico. Até então, nossas atualizações eram feitas sempre à noite, a exceção de algumas colunas. Agora, durante o dia todo, estamos atualizando as informações.

E foi outro profissional, Raphael Jorge de Castilho quem criou a nova logomarca.

Este é o Plantão da Cidade, o jornal de internet pioneiro em Ponta Grossa e na grande Região dos Campos Gerais.

 

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COMENTÁRIOS

  • Marcelo Marcos Martins: Parabéns ao nosso companheiro de todos os dias, um forte abraço Castilho e Jacira.
    23/01/2015 10:20

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