18/05/2017
Dólar sobe 7,9% e BM&F Bovespa fecha em queda de 8,8%

Agência Brasil

O dólar comercial fechou hoje (18) em forte alta, cotado em R$ 3,38 na venda, uma alta de 7,9% em relação ao preço de quarta-feira (17). Em nota, o Banco Central disse que está atuando para manter a funcionalidade do mercado.

“O Banco Central está monitorando o impacto das informações recentemente divulgadas pela imprensa e atuará para manter a plena funcionalidade dos mercados. Esse monitoramento e atuação têm foco no bom funcionamento dos mercados. Não há relação direta e mecânica com a política monetária, que continuará focada nos seus objetivos tradicionais”.

O Banco Central (BC) fez hoje quatro leilões de swap cambial tradicional, o que equivale à venda de dólares no mercado futuro e ajuda a segurar a alta ou forçar uma queda da moeda. Tanto o BC quanto o Tesouro Nacional divulgaram notas pela manhã afirmando que estavam monitorando os mercados.

Ibovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) fechou o pregão desta quinta-feira em forte queda. O principal índice da bolsa, o Ibovespa, encerrou o dia com retração de 8,8%, com 61.597 pontos. Às 10h21, o pregão registrou queda de 10,47% e foi suspenso por meia hora, mecanismo conhecido como circuit breaker, que paralisa as negociações em fortes quedas.

As ações que mais caíram no dia foram Eletrobras ON (-20,9%), Cemig PN (-20,4%) e Eletrobras PNB (-16,9%). As ações da JBS desvalorizaram 9,68%. O volume de ações negociadas foi R$ 24,5 bilhões.

Hoje foi o primeiro dia de funcionamento do mercado financeiro depois da divulgação das delações premiadas dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlador do frigorífico Friboi. O conteúdo dos depoimentos envolvendo Temer foi antecipado  no ínicio da noite de quarta-feira (17) pelo jornal O Globo.

Segundo a reportagem, em encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, o ex-deputado Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha e Funaro estão presos em Curitiba.

BC tenta acalmar mercado

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, disse nesta quinta-feira (18) que a autoridade monetária está trabalhando para manter a funcionalidade do mercado. Goldfajn chegou no final da tarde ao Ministério da Fazenda para uma reunião com o ministro Henrique Meirelles.

“Estamos fazendo nosso papel de manter a funcionalidade do mercado trabalhando de forma serena, de forma firme, usando os instrumentos que a gente tem. Nós estivemos intervindo no mercado de swaps [leilão de dólares] em coordenação com o Ministério da Fazenda e o Tesouro Nacional, que anunciou alguns leilões. Estamos trabalhando para atravessar esse período”, disse.

O presidente do BC não quis comentar possíveis efeitos da atual crise política sobre a Selic, taxa básica de juros da economia, atualmente em um ciclo de queda e que caiu um ponto percentual, para 11,25%, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em abril.

“A questão que estamos trabalhando hoje não tem relação mecânica e direta com a política monetária. A política monetária é uma decisão que será tomada nas reuniões ordinárias do Copom, baseada nos objetivos tradicionais do comitê”, disse Goldfajn. A próxima reunião do comitê ocorre em 30 e 31 de maio.

 

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