30/12/2016
Ministério da Saúde quer que combate ao mosquito faça parte da rotina em 2017

Com a virada do ano e a chegada do verão, período chuvoso e quente, o brasileiro deve redobrar os cuidados com a limpeza de caixas d’água, piscinas, calhas de telhados, pratos de vasos de plantas. É preciso cuidado também com os quintais das casas para não amontoar lixo com sacos plásticos, garrafas, pneus ou qualquer outro objeto que possa acumular água da chuva. O alerta é do Ministério da Saúde e vale, inclusive, para as pessoas que vão viajar e deixar os imóveis fechados nesse período. Isso porque, qualquer recipiente com água, mesmo que em pequena quantidade, pode virar um criadouro do mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya num curto período de tempo.

Os ovos do mosquito Aedes permanecem vivos por cerca de um ano sem água e basta apenas um contato com umidade para que as larvas apareçam. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, reforça o apelo para que as pessoas incluam as medidas de combate ao aedes nas atividades cotidianas do ano novo.

“Criar o hábito de toda sexta-feira fazer uma vistoria no seu imóvel e nas redondezas do mesmo, seja ele o local de trabalho, apartamento, casa ou sítio. Se cada cidadão fizer a sua parte, evitando água parada e descoberta em locais que possam servir de criadouros de mosquito, juntos estaremos fazendo um grande mutirão semanal de limpeza em todo o país”, ressaltou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Tampar os grandes depósitos de água, cobrir piscinas, manter os ambientes limpos removendo o lixo e limpar com bucha as laterais e bordas de recipientes com água, como os vasos de planta, são medidas simples que evitam a proliferação do mosquito transmissor dessas três doenças que podem até matar.

Ações
O Ministério da Saúde tem intensificado o combate à reprodução do mosquito Aedes aegypti em parceria com estados e municípios. Prova disso, é a garantia de um orçamento crescente aos estados, municípios e Distrito Federal para ações de vigilância, que incluem o combate ao vetor das doenças dengue, Zika chikungunya. Os recursos cresceram 51% nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões para R$ 1,4 bilhão entre 2010 e 2016. Para 2017, a previsão é de R$ 1,9 bilhão.

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