22/12/2016
Prefeito de Castro entrega obra de restauro do Museu do Tropeiro

Assessoria

Em solenidade realizada nesta quinta-feira (22) o prefeito Reinaldo Cardoso entregou as obras de restauro do Museu do Tropeiro. “O amor por Castro e por nossa história precisa ser valorizado. E, estou feliz em poder contribuir um pouco para que isso aconteça”, destaca Dr. Reinaldo. O restauro do Museu do Tropeiro - imóvel tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná – foi realizado com recursos próprios da Prefeitura e totalizou investimentos de R$ 500 mil, para a restauração do telhado e da parte interna do imóvel.

A cerimônia de entrega das obras contou com a presença do procurador-geral do Município, Ronie Cardoso Filho; a diretora municipal de Cultura, Gisele de Ávila Coradassi; a secretária municipal de Obras e Serviços Públicos, Neide Higaki Watanabe; a diretora do Museu do Tropeiro, Amélia Podolan Flügel; representantes da Associação de Amigos do Museu do Tropeiro; do Centro Cultural Castrolanda; o arquiteto da obra, Roberto Martins; além de demais secretários municipais, servidores e convidados.

Nesta gestão, além do Museu do Tropeiro, a Estação Ferroviária também foi restaurada, e o Centro Cultural Dr. Vicente Machado está em obras. “A história precisa ser preservada e para isso não basta preservar apenas os espaços históricos, mas os documentos e demais registros. O Museu não pode ser só uma construção, mas precisamos ter em mente o que ele é, para que fim serve, o que vai produzir de pesquisa”, frisa o procurador-geral do Município, Ronie Cardoso Filho.

O Museu do Tropeiro é o primeiro a retratar o tema do Tropeirismo no Brasil. Criado em 1976 e inaugurado em 1977, foi idealizado pela professora Judith Carneiro de Mello para ser o testemunho do ciclo que originou a cidade de Castro. Seu acervo divide-se na exposição Tropeirismo e na Casa de Sinhara. A importância do Museu do Tropeiro, quer seja pelo seu acervo autêntico ou pelo referencial histórico que representa, tem atraído visitantes de todo o país e do exterior.

No entanto, o telhado do Museu do Tropeiro – imóvel construído no século XVIII - apresentava inúmeras goteiras, o que colocava em risco o acervo exposto e o restante da estrutura do imóvel, pois os prejuízos chegaram ao forro, ao assoalho e às paredes. Por isso, em 2014, a Prefeitura deu início às obras de restauro do imóvel. Na primeira fase foi realizada a restauração do telhado, com investimento próprio de aproximadamente R$ 180 mil. Finalizada esta etapa, em maio de 2016 a Prefeitura deu início à segunda fase dos trabalhos, com restauro da parte interna do imóvel, investimento de mais R$ 320 mil, em recursos próprios.

“De acordo com nossos registros, o Museu do Tropeiro é a edificação mais antiga de Castro. No entanto, o desgaste dos anos foi inevitável e as rachaduras, goteiras e apodrecimentos passaram a colocar em risco o imóvel, de modo que o restauro se fazia urgente. Buscamos recurso junto ao Estado e União, mas foi o apreço e determinação do prefeito Reinaldo Cardoso que levaram o Município a assumir a obra, que requereu tempo e habilidades técnicas especiais. Foi um trabalho meticuloso e admirável dos operários que, com grande cuidado e dedicação fizeram este belo trabalho de restauro”, declara Amélia, coordenadora do Museu.

Na cerimônia, foi apresentado ainda um vídeo em que a idealizadora do Museu do Tropeiro, Judith Carneiro de Mello, já falecida, ressaltava a importância do espaço.

“O Museu do Tropeiro não é minha ideia, mas a nossa história. Não deixem que ele acabe pois ele retrata verdadeiramente as nossas origens”, destacava Judith. “Hoje é um momento importante, em que a Judith ficaria muito feliz com o trabalho realizado aqui”, completa o prefeito.

Durante o período de obras, o acervo do Museu foi transferido para imóvel na Praça Sant'Ana, conhecido como Casa de Mariinha. 

COMPARTILHAR

ENVIE SEU COMENTÁRIO

NOME:
EMAIL:
MENSAGEM:
*Seu comentário será avaliado e aprovado antes de ser publicado. E somente aprovaremos comentários com o nome completo e o e-mail do leitor.
- As informações e conceitos emitidos em colunas, matérias e artigos assinados são de inteira
responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião do Plantão da Cidade.