25/11/2016
Eduardo Gusmão lança ‘Vidamores’, na segunda

Eduardo Godoy - Assessoria

Histórias, histórias e mais histórias. Quantas delas não ficaram perdidas em nossas memórias, lá no fundo, até se apagarem? Outras foram registradas, física ou emocionalmente, e nos fazem lembrar a todo momento quem somos, de onde viemos, com quem aprendemos a viver. Você já parou para pensar quantas pessoas já passaram em sua vida?

De histórias – comuns a todos, mas únicas a seus personagens – é feito o livro ‘Vidamores’, o primeiro e aguardado lançamento do jornalista Eduardo Gusmão, aquele que assina esta publicação desde os tempos em que era apenas um boletim informativo alternativo cultural, há 28 anos. Ao longo de 36 contos, escritos a partir da década de 80 (uns inéditos, outros publicados e alguns premiados), Gusmão abre as portas de sua vida e de seu coração para mostrar ao leitor algumas de suas passagens e amores, caminhando, por meio do jornalismo poético, entre a verdade nua e crua e a ficção.

A escritora Thaty Marcondes, que assina o posfácio, define a obra como uma ‘prosa-poética-jornalística’. “O autor, sensível aos invisíveis sentires das histórias de suas lembranças, imprime sua marca de prosa poética na descrição do que seriam apenas fatos, não fosse sua criatividade e ótica aprofundada, mergulhando fundo no âmago de seu ser e dos que habitam seus textos”, escreve.

Para quem o conhece pessoalmente, sabe que em uma curta conversa - com palavras aceleradas - é possível ter um aperitivo de suas histórias, entrecortadas e entremeadas, algumas com final, outras interrompidas por lembranças que vão caminhando sem se dar conta da velocidade do relógio. Agora, é a hora de conhecer de perto essas narrativas, temperadas com o primor da literatura arquitetada na atenção a cada palavra escolhida.

 Porém, o prefaciador Luiz Fernando Cheres alerta: “engana-se quem procurar por memórias ou confidências no texto: tudo vem recriado, mastigado, ruminado dolorosamente pelo trabalho de conferir literatura à vida, vida à literatura. Por isso, todo tema pode ser bom: sexo e morte, arte, melancolia, amor e solidão”.

“Em meu livro, recomendo a leitura de ‘Estranha forma de ser’, ‘Café na laranja’, ‘Poeta de Gaveta’ e ‘Caio Estigma’, contos estes premiados, mas gosto muito também de ‘Amores, amoras’, ‘Entre Varais’, ‘Marginal sem pistas’ e ‘Uísque com guaraná’”, sugere Gusmão, advertindo, entretanto, que é suspeito para falar. Segundo ele, os que viveram a juventude nos anos 70 e 80 poderão se identificar com alguns de seus personagens, situações e angústia. “Isto porque a maioria daqueles que se apaixonam, amam pra valer e percebem a vida seguir em frente, mesmo diante das suas vicissitudes, também teriam histórias e mais histórias para contarem”, elucida.

Entre manuscritos, obsoletos disquetes e arquivos em seu computador, o autor revela que possui ainda dois projetos a serem levados adiante: ‘Conto pra ninguém com menos de 30’ (de contos e cronicontos) e ‘A mais linda história de amor’ (um conto com roteiro romanceado). Em nome de seus leitores e amigos, é fácil afirmar que a expectativa é grande, e que, com certeza, ‘Vidamores’ não irá satisfazer por completo o desejo por degustar as histórias de Eduardo Gusmão.

Em tempo:
Eduardo Gusmão dos Anjos Sobrinho, ou simplesmente Eduardo Gusmão, como se tornou conhecido pela imprensa ponta-grossense e regional, ocupa a Cadeira de Nº 25 da Academia de Letras dos Campos Gerais (ALCG). Jornalista aposentado pela UEPG, Gusmão se licenciou em Letras – Português/Inglês e tem bacharelado em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, ambos pela UEPG. Nascido em Castro e radicado em Ponta Grossa, desde agosto de 1979, foi agraciado com o título de Cidadão Honorário Ponta-grossense, em junho de 2009.

Serviço
“Vidamores” será lançado pela Editora Estúdio Texto, dia 28 de novembro, às 19h, no Salão Campos Gerais do Premium Vila Velha Hotel (R. Balduíno Taques, 123 - Centro, Ponta Grossa). O livro, com 112 páginas, tem revisão de Vanessa Saboia Zappia, supervisão editorial de Josiane Blonski, capa e projeto gráfico de Ana Caroline Machado, prefácio de Luiz Fernando Cheres e posfácio de Thaty Marcondes.

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