23/11/2016
Professor da UEPG lança o livro O médico que fingia ser fotógrafo

Assessoria

Fotos e textos sensíveis convidam o leitor a percorrer as páginas do livro "O médico que fingia ser fotógrafo", de Maikel Ramthun, professor do curso de Medicina e da equipe do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG), que tem solenidade de lançamento, nesta quinta-feira (24 de novembro) na Livrarias Curitiba do Shopping Palladium (Rua Ermelino Leão, 703 – Olarias).

A obra faz parte da série conexão da ‘Editora Estúdio Texto’ e surgiu, quando o autor decidiu criar uma página na Internet para expor suas fotografias. A página atraiu o público rapidamente e na sensibilidade dos textos sobre o cotidiano do médico com suas filhas cresceu e chegou ao livro.

Paranaense de União da Vitória, Ramthum diz que não é um fotógrafo, apenas um amante da fotografia que estudou sozinho sobre a arte. “Foi aí que pensei no título do livro - O médico que fingia ser fotógrafo”.

Especialista em clínica médica, nefrologia e medicina intensiva, o médico registra com satisfação, que a página criada há menos de seis meses, tem hoje mais de 60 mil seguidores.

“Meu maior público é composto por mulheres que são mães, ou que pretendem serem mães. Mas também de pais que se identificam com as minhas histórias”. O médico explica que nessa interação alguns contam suas histórias de vida; e outros relatam como alguns de seus ‘posts’ tiveram apelo positivo em seu cotidiano. “Para mim é o mais importante. Trazer algo de bom e positivo”.

O livro apresenta crônicas sobre relacionamento entre pais e filhos que combinadas com belas fotografias revelam a intensidade do envolvimento do autor com o tema. “Nas margens do livro acontece uma história paralela escrita à mão, um diálogo entre mim e minhas filhas no futuro, com algumas surpresas no seu desenrolar”. Maikel Ramthun destaca que o mais importante é que o livro ensina como valorizar os pequenos momentos e mostra como as coisas simples do cotidiano podem ter um valor imenso. “As histórias da obra podem nos despertar o sentimento de valorização dos pais idosos, e nos fazer imaginar o quão grande pode ser o amor de um pai”.

Interação e estresse
Para o autor, o hábito de fotografar, além de eternizar momentos, pode ser um canal para interação entre pais e filhos. “A fotografia nos estimula a passear, levar os filhos até lugares bonitos. Também pode ser um momento divertido, quando nos mostra a reação de cada um ao ver as fotos”. Mas adverte que, nessa interação, há que se encontrar um equilíbrio para que a fotografia na “roube” tempo de qualidade com os filhos. “Temos que nos policiar”. Quanto ao retorno dos seguidores da página, o médico diz que são vários. Mas registra que o que mais chamou sua atenção tem a ver com o relato de um pai que não tinha contato com o filho, e após ler uma de suas histórias decidiu-se a consertar aquela distância em sua vida.

Diante do cotidiano intenso como médico, Ramthun considera que escrever e fotografar se constituem em momentos em que recarrega baterias. “É uma maneira de equilibrar o estresse diário”. Sobre a ideia do livro, observa que teve impulso na resposta ao momento em que queria apenas postar suas fotografias. “Quando comecei a escrever pequenos textos, crônicas, eu senti a repercussão na resposta imediata dos seguidores. Sempre tive vontade de escrever e acho que essa foi a deixa para que se tornasse realidade. Quis fazer algo diferente do habitual. O livro mistura as crônicas e fotos com uma história paralela escrita à mão nas suas margens. Foi inspirada no livro "S" de J. J. Abraham, mas lógico, com o tema completamente diferente”.

Crônicas e fotos em harmonia
Ao tratar sobre o livro, o médico Pedro Honda (Coxim, MS) diz: “Imagino eu que um bom fotógrafo passe o dia analisando as cenas em que se encontra, a fim de criar novas composições. Mas o Maikel tem também a perspicácia para captar a beleza dos momentos em que vive com suas filhas, e catalisá-los em pequenas crônicas que harmonizam com cada fotografia”. Para o médico, a leitura dessas crônicas não apenas remete à ternura de cada momento, mas faz rememorar experiências semelhantes que os pais têm com os próprios filhos.

Pedro Honda considera que são momentos que talvez não tenhamos vivenciado com a mesma percepção aguçada. Ressalta que é justamente aí que reside a particularidade da obra, ou seja, reunir sentimentos até então desorganizados e desconexos, ou simplesmente não percebidos, e filtrá-los como se um texto fosse uma foto e uma foto fosse um texto, culminando numa vontade de sair correndo de volta aos braços dos pequenos e aproveitar cada segundo com eles.

COMPARTILHAR

ENVIE SEU COMENTÁRIO

NOME:
EMAIL:
MENSAGEM:
*Seu comentário será avaliado e aprovado antes de ser publicado. E somente aprovaremos comentários com o nome completo e o e-mail do leitor.
- As informações e conceitos emitidos em colunas, matérias e artigos assinados são de inteira
responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião do Plantão da Cidade.