25/10/2016
PSC expulsa vereador Paulo Cenoura da agremiação

Luís Carlos Pimentel

A presidente do Partido Social Cristão – PSC –, Patrícia Tuma Hilgemberg, expulsou nesta terça-feira, 25, o vereador Paulo Cenoura de suas fileiras. O motivo teria sido o voto favorável de Cenoura pela formação de uma Comissão Parlamentar Processante para investigar suposto ato infracional administrativo cometido do Marcelo Rangel. A votação ocorreu na segunda-feira, 24, e, por maioria absoluta, 12 votos, o prefeito seria investigado, não fora a inesperada apresentação de mandado de segurança impetrado pelo vereador Daniel Mila, que foi apresentado pouco antes da votação, determinando que a comissão somente seria criada com dois terços do número de cadeiras, ou seja, com 16 votos favoráveis.

Na incerteza de que o judiciário expediria o mandado, Rangel procurou um voto na oposição, obtendo a aquiescência de George de Oliveira (PMN), antigo aliado, contando, como certo, com o voto de Cenoura, seu ex-secretário do Meio Ambiente. Por motivos não declarados por esse parlamentar, o voto foi pela investigação das chamadas “pedaladas fiscais” do prefeito, denúncia formulada pelo vereador Antônio Laroca (PDT).

Paulo Cenoura foi eleito pelo partido PSC e colocou-se como opositor a Rangel nos dois primeiros anos do mandato. Depois, passou para o Solidariedade e pulou para a situação. Meses depois, foi convidado a ocupar a secretaria do Meio Ambiente, até desincompatibilizar-se para concorrer à reeleição, não obtendo sucesso. Logo após o pleito, passou a presidência do PSC, para o qual retornara pouco antes da eleição para a sua substituta na secretaria do Meio Ambiente, Patrícia Tuma Hilgemberg, com quem mantinha excelentes relações de amizade. Nesta terça-feira, 25, ela o defenestrou do partido.

A denúncia
Marcelo Rangel seria investigado, caso aprovada a requisição para a CPP, por ter usado R$ 1 milhão do Fundo Financeiro do Mercado da Família de forma irregular. Segundo o denunciante, Antônio Laroca Neto, o destino dessa importância não está documentado, embora o prefeito alegue que o montante foi utilizado para a folha de pagamento dos funcionários municipais. Mesmo com a apresentação de documentos, a irregularidade persistiria, pois o fundo somente pode ser utilizado em prol do próprio mercado da família.

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