07/10/2016
Fenata abre inscrições para Oficina de Intervenção Urbana Cegos

Assessoria

A coordenação da 44ª edição do Festival de Teatro de Ponta Grossa (Fenata) da UEPG convida artistas, estudantes e interessados em geral para participar da Oficina ‘Intervenção Urbana’, que ocorre como parte da divulgação do festival. Para integrar Oficina Intervenção Urbana “Cegos” do Desvio Coletivo, os interessados devem se inscrever mediante preenchimento da ficha que se encontra  disponível no endereço: (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdcMdi6kVH3xFbCjzvZPixf5NiHBaV0r5wtaT1tRNwy8w606g/viewform?c=0&w=1). O Desvio Coletivo é uma rede de criação artística, que atua na zona de fronteira entre teatro, performance e intervenção urbana.

Para 7 de novembro, a oficina Intervenção Urbana registra a parte teórica, das 18h às 22h; e no mesmo horário, em 8 de novembro, ocorre a prática. As aulas serão ministradas no Auditório da Proex - Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Praça Marechal Floriano Peixoto, 129). Os inscritos na oficina vão se envolver com a arte do Desvio Coletivo que, a partir de espetáculos e intervenções cênicas em diferentes espaços urbanos, busca gerar ilhas de desordem efêmeras de natureza poética e crítica. Dirigido por Marcos Bulhões e Priscilla Toscano, integram seu núcleo artístico Fernanda Perez, Leandro Brasílio, Marie Auip, Rodrigo Severo e Sylvia Aragão.

Trajes da performance
Para participar da ‘performance’, cada inscrito deverá trazer o seu figurino que é um traje social que pode ser comprado em lojas de roupa de segunda mão, ou ser velho. Isso porque será coberto de argila. A indicação é que seja, preferencialmente bege, branco ou castanho, para facilitar a cobertura com argila sem deixar defeitos. Para os homens, o figurino obrigatório é paletó, camisa, gravata, calça social, sapato social, pasta ou maleta de trabalho. As mulheres devem usar vestido, saia ou calça social, blazer ou tailleur, camisa ou blusa por baixo do blazer, sapato social (usar salto somente se for acostumada) e bolsa, pasta ou maleta de trabalho. Não é obrigatório, mas a sugestão para as mulheres (principalmente para as que têm cabelos longos) é usar peruca para não danificar os cabelos, quando da remoção da lama.

Passagens da performance
Com passagens por praticamente todas as capitais dos estados brasileiros, a intervenção já foi realizada em Paris, Amsterdam, Barcelona, Ilha da Madeira e Nova Iorque. Cegos é uma obra aberta a diferentes leituras: a redução da nossa existência à função produtiva e ao consumo, o excesso de trabalho, o aprisionamento e a petrificação da vida, a automatização do cotidiano, a degeneração ética que se alastra no atual estágio da sociedade. Cegos foi selecionado para integrar o Programa Palco Giratório de Teatro Sesc, 2014; e em 2015, ganhou o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz na categoria circulação, além de ser contemplado pelo edital da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP (Universidade de São Paulo) dentro do projeto “Cidades em Performance”.

A ‘performance’ representou o Brasil na Quadrienal Internacional de Praga, na República Tcheca. Participou da Virada Cultural de São Paulo e do Festival Internacional de Dança de Londrina (PR). Também circulou, em 2016, no Festival Ponto.CE pelo Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura em Fortaleza (CE) e pela Escola de Artes Dramáticas da Universidade de Costa Rica, em San José (Costa Rica). Desde sua criação, em 2012, já foram 50 apresentações distribuídas por sete países, envolvendo em sua trajetória mais de mil participantes. Nas oficinas, os participantes vão aprender e vivenciar intervenção urbana na Oficina Intervenção Urvana – Cegos.

Sinopse e ficha técnica
Dezenas de homens e mulheres, em trajes sociais, cobertos de argilas e de olhos vendados, caminham lentamente, interferindo poeticamente no fluxo cotidiano da cidade. Em Cegos, a interação do ‘coro performativo’ com os espaços simbolizam o eixo financeiro e político e provoca estranhamento crítico na paisagem urbana. O choque visual do efeito de petrificação dos corpos, o comportamento alienado e a extrema lentidão dos movimentos, instigam a reflexão sobre as diversas formas de cegueira, assim como o empobrecimento da experiência humana decorrente do crescente processo de mercantilização das cidades das artes e dos corpos.

Realização: Desvio Coletivo e Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2015. Concepção: Marcos Bulhões e Marcelo Deny. Direção; Marcos Bulhões e Priscilla Toscano; Direção de Produção: Leandro Brasilio e Marie Auip (Sofá Amarelo/ Produção e Arte). Assistência de Produção: Fernanda Perez e Sylvia Aragão. Coordenação de Montagem: Rodrigo Severo. Coordenação de Oficinas: Marcos Bulhões e Priscilla Toscano. Comunicação: Fernanda Perez, Leandro Brasilio e Marie Auip. Assessoria Jurídica: Leandro Brasilio. Performers: Fernanda Perez, Leandro Brasilio, Marcos Bulhões, Marie Auip, Rodrigo Severo, Sylvia Aragão e todos os participantes. Coordenação de Vídeo: Viny Psoa. Designer: Le GeekCreative Studio. Parceria: Laboratório de Práticas Performativas da USP.

Realização Funarte (Fundação Nacional de Arte, Ministério da Cultura.

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