12/12/2016

Já é dezembro! E o que fizemos o ano todo?

Por Daniele Vilela Leite

Já parou para pensar na correria de nossos dias? Temos que ir para o trabalho, levar os filhos para a escola, depois academia, consultas médicas, reuniões de trabalho, reuniões escolares, planilhas, cálculos, atividades domésticas, encontros com famílias, amigos. Passamos dias, semanas, meses, correndo e enfim, dezembro chegou! Já é quase Natal! E aí você pensa: meu Deus, onde eu estava durante os outros 11 meses do ano?

Estávamos exercendo nosso trabalho da melhor forma possível, sempre realizando as tarefas com dedicação e qualidade. Estávamos passando em consultas médicas, realizando exames, fazendo atividades físicas, pensando em nossa saúde e em nosso bem-estar. Estávamos cuidando dos filhos, educando-os da melhor forma possível e participando ativamente de suas vidinhas. Isso sem falar no acompanhamento da vida escolar dos nossos pequenos: tarefas, maquetes, reunião de pais.

Estávamos também organizando planilhas e controlando os gastos mensais para que, dentro do possível, nossa vida financeira esteja em ordem! Ah, ainda tem as atividades domésticas: limpar, passar, cozinhar, organizar gavetas e armários. E claro, estávamos na companhia de nossos amigos, seja num barzinho, churrasco, ou mesmo recebendo-os em casa, em um momento de descontração, seja para uma boa conversa, ou para desabafar, chorar ou compartilhar boas notícias.

Todos esses afazeres tomam nosso tempo e, querendo ou não, acabamos por nos tornar escravos do relógio! Dramático pensar assim? Não, não é! É realidade. Nosso tempo é cronometrado. Temos hora para deixar o filho na escola, hora para entrar no trabalho, para ir ao médico, almoçar, buscar as crianças, leva-los ao judô, capoeira, inglês, aulas particulares.

Isso, falando de tempo, “hora”, daquele que podemos cronometrar. Mas não podemos esquecer que por trás de cada atividade, cada trabalho realizado, cada momento vivido, precisamos também lidar com nossas emoções: ansiedade, angústia, nervoso, estresse, alegria, decepção. Esses sentimentos nos tomam um tempo danado, além de nos consumir emocionalmente!

Você pode até pensar que estou “exagerando” e se perguntar: o que eu quero dizer com tudo isso? Quero dizer que o tempo passa, você querendo ou não! Quero dizer que o tempo vai passar, se você ficar em casa sem fazer nada ou não souber aproveitar o seu dia de uma forma melhor. Lembre-se: não sabemos quanto tempo ainda nos resta.

Então aproveite cada minuto do seu dia! Nas atividades que realizar, não esqueça de acrescentar prazer, amor, carinho e dedicação. Realize seu trabalho da melhor forma. Como diz o filósofo, professor e escritor Mario Sérgio Cortella, “Faça o seu melhor na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor ainda”.

Exerça seu trabalho com qualidade. Pense nas pessoas que trabalham a sua volta e que dependem do seu trabalho para realizar o deles. Seja facilitador! Nas reuniões, procure ser prático e objetivo, assim conseguimos atingir melhores resultados. Enquanto leva seus filhos à escola, diga o quanto aprecia a presença deles e quão importantes são em sua vida! Vá ao médico regularmente e faça os exames por ele solicitados, assim você aumenta a chance de manter sua saúde em dia.

As atividades domésticas são cansativas e desgastantes, mas é tão prazeroso cozinhar para as pessoas que gostamos! Capriche no tempero! E quando eles vestirem aquela roupa limpinha, perfumada, percebem que teve carinho na hora de lavar e passar.

E os amigos? Estar com os amigos é sempre muito bom! Podemos dividir nossas alegrias, jogar conversa fora, dar risadas, mas também compartilhar tristezas e angústias. Os amigos são essenciais em nossas vidas. Devemos valorizá-los, pois são preciosidades.

Aproveite as festividades para estar com a família e amigos. Ligue para aqueles que a tempo não vê. Diga-os o quanto são importantes e que fazem a diferença em sua vida! Desfrute de bons momentos com seus filhos, seja em casa, no cinema, num parque municipal. Priorize a qualidade no tempo em que estiverem juntos.

Viva de forma que quando lembrar os bons momentos você possa sorrir e sentir vontade de voltar no tempo, e quando se lembrar das tristezas e decepções, perceba como foi válido o aprendizado, o amadurecimento e como conseguiu evoluir com tal situação.

Valorize a simplicidade! Lembrando a citação do livro O Pequeno Príncipe, "o essencial é invisível aos olhos". Viva intensamente! Um sorriso no rosto faz toda diferença!

Boas Festas!

Sobre o Autor

Daniele Vilela Leite é Orientadora Educacional na empresa Planeta Educação; Formada em Serviço Social pela Univap, com larga experiência em trabalhos relacionados à Educação.

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