22/12/2016

Caça aos bruxos do poder

Por Emerson Pugsley

Durante vários dias, todo o país assistiu e aguardou ansiosamente o resultado de um longo julgamento sobre o tão falado impeachment e as pedaladas da nossa primeira ex-presidente. Segundo os envolvidos na questão, são todos inocentes. Os “culpados” provavelmente já estão mortos. É a dinâmica da política brasileira!

E nesta agitada semana, até tivemos um corajoso para afastar o presidente do Senado, Renan Calheiros, de sua poltrona, mas à qual foi reconduzido com os aplausos da turma do STF, horas depois. Muitos brasileiros e brasileiras ficaram perplexos ao ver um réu ganhando tal benefício. Ouvindo um certo senador paranaense, o mesmo citou a palavra “desgaste”, para tal situação. Sinceramente, penso que os nossos políticos já estão desgastados faz muito tempo, sem um caminho de volta à vista.

E o que dizermos do Supremo Tribunal Federal agindo com o famoso “jeitinho brasileiro” para acalmar a situação? Será que ficaram com um certo receio deste afastamento perigoso? Tenho minhas dúvidas, pois o mesmo deveria pregar e defender a ética, a honra dos “representantes” da população desgraçada e sofredora, e jamais acobertar este ou aquele peixe graúdo com o manto sujo da “justiça”.

Fiquei assustado ao ouvir a enorme quantia de dinheiro desviado de fundos de pensão, de programas de governo e tantas outras coisas. Será que temos tanto assim, para desperdiçarmos desta maneira, ou estamos colocando o poder nas mãos erradas? Cada um de vocês tem uma opinião com certeza. E eu respeito todas elas.

Mas precisamos pensar como o nosso país, repleto de necessidades, saneamento básico, infraestrutura, educação, segurança e emprego está caminhando. Muitos podem dizer, este não é problema meu. É problema dos governantes ou da sociedade como um todo, etc.

Não podemos cultivar a cultura do individualismo, de forma alguma. É preciso ação, atitudes que visem o bem da coletividade e não somente de uma pessoa específica.

Costumo sempre dizer, se temos gente assim, nas poltronas do poder, os mesmos não estão lá por acaso. Nós costumamos reclamar das injustiças, mas nos esquecemos que os nossos votos foram quem os escolheram. Por exemplo, o senador em questão, tempos atrás foi cassado ao vivo e a cores, com transmissão pela televisão, em tarde ensolarada. Tempos depois, voltou nos braços carinhosos do seu eleitorado para mais uma temporada de “árduos trabalhos” e oito anos de mandato.

Pena, olhar o nosso regime “democrático” em uma verdadeira corda bamba, prestes a ser esfacelado a qualquer momento. Costumo sempre trocar a palavra “democracia” por “falidocracia”.

Como enfrentar os desafios diários? Como sobreviver diante de tantos dilemas e contradições? Alguns podem achar que não tem mais solução, pois mesmo depois de 500 anos do Descobrimento, ainda não nos descobrimos por completo. Temos recursos naturais, hidrelétricas enormes, safras gigantescas de grãos e ainda temos de conviver com a fome e a miséria absoluta e, principalmente, propinas e corrupção, a perdermos de vista.

 Torcemos para que o nosso país entre novamente nos trilhos do desenvolvimento e que as notícias ruins sejam coisas do passado. É a contradição da ordem e da desordem. Um grande abraço aos leitores e até breve neste excelente espaço.

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