Hospital Regional prepara equipe para o Instituto do Câncer dos Campos Gerais

Só em setembro e outubro mais de oito casos de leucemia foram diagnosticados no Hospital Universitário Regional de Ponta Grossa e transferidos para tratamento em hospitais de Curitiba. São pacientes que vem para consultas e outros procedimentos no Regional e que a equipe do Laboratório de Hematologia Básica e Análises Clínicas realiza os exames no dia do atendimento e acaba encontrando alguma alteração.

Atualmente, os procedimentos que não são possíveis fazer no laboratório, são encaminhados para outra cidade.  Caso seja diagnosticado algum caso de câncer no sangue (oncohematologia), o paciente não consegue ser tratado no Hospital Regional. Ele permanece sob os cuidados da equipe médica aguardando uma vaga para ser transferido para Curitiba onde realizará o tratamento.

Essa é a realidade de muitos pacientes, mas que começa a mudar com investimento de R$ 2 milhões conquistados junto ao governador Beto Richa pelo deputado Márcio Pauliki e pelo secretário de saúde do estado Michele Caputo para a primeira fase (2017-2018) do Instituto do Câncer dos Campos Gerais (ICCG), que também será destinada ao Laboratório de Pesquisa e Diagnóstico Oncológico e ao Centro de Tratamento de Leucemias e Linfomas (CTL) com 12 leitos para internamento e 7 cadeiras para infusão e consultas em hematologia que tornará o tratamento do câncer em Ponta Grossa e nos Campos Gerais possível.

“Com esse investimento a ideia é realizar exames avançados em hematologia no Laboratório, diagnosticando doenças hematológicas, incluindo oncohemtológicas e assim também realizar o tratamento dessas doenças no próprio Hospital Regional”, destaca o deputado Marcio Pauliki.

Hoje não existe nenhum serviço credenciado pelo SUS na região dos campos gerais para tratamento hematológico. No Regional são atendidos pacientes com leucemia, linfomas, mielomas, mas que não conseguem ser tratados no hospital sendo encaminhados para Curitiba, porém a dificuldade é conseguir vagas.

Um desses casos aconteceu com o paciente Gilson Barreto que foi diagnosticado com leucemia crônica e hoje realiza o tratamento no Hospital Erasto Gaertner. Gilson veio ao hospital para outro tratamento e nos exames de pré-operatório foi descoberto uma alteração no exame que foi encaminhado para outra cidade para realizar o diagnóstico. Se fosse realizado no hospital em uma semana no máximo se teria o resultado, hoje demora de 3 a 4 semanas, e todos sabemos que quanto antes for diagnosticado mais chances de cura.

“Estou fazendo o tratamento em Curitiba, é bem cansativo, se fosse feito aqui seria melhor. O Hospital Regional é muito bom e se o tratamento fosse aqui facilitaria e muito”, comenta Gilson.

Já sua esposa, Raquel Rodrigues, comentou que com o Instituto do Câncer dos Campos Gerais mais pessoas serão ajudadas – “é muito importante ter pessoas que pensam no deslocamento, no desgaste dos pacientes e sendo aqui no Regional tudo vai ficar bem mais fácil”.

Os profissionais para atuar no laboratório já estão formados e contam com o apoio de professores da área. Também todas as sextas-feiras o Ambulatório Hematológico Acadêmico atende os pacientes.

 

 

 

 

 

 

 

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