Esposa é presa em flagrante suspeita pela morte de PM

Um homicídio contra o tenente da Polícia Militar, Cassio Ormond Araujo, 31 anos, foi esclarecido em menos de 24 horas pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba, após a prisão da companheira da vítima, de 26 anos.

Ela foi presa em flagrante na manhã de segunda-feira (24), no apartamento do casal, situado na rua Presidente Epitácio Pessoa, bairro Tarumã. A suspeita que convivia há anos com o policial, inicialmente negou o crime, mas ao entrar em contradição por diversas vezes, acabou confessando.

O homicídio aconteceu na noite de domingo (23), quando o policial militar acabou sendo morto com um disparo de arma de fogo na cabeça – pistola ponto 40 – efetuado por sua esposa. Logo após o crime, a suspeita chamou o Corpo de Bombeiros, informando a equipe que teria escutado um tiro vindo do quarto do casal e ao ir até o local percebeu o Cassio havia se suicidado.

O local foi periciado pelo Instituto de Criminalística que coletou resíduo gráfico de pólvora das mãos da mulher e da vítima. “Entramos em contato com o perito criminal e o médico legista que foram claros em afirmar que o ferimento da vítima não era compatível com um suicídio”, conta o delegado-titular da DHPP, Fabio Amaro.

De acordo com o delegado, após receber essa informação, os policiais da DHPP foram atrás da esposa e pediram para que ela os acompanhasse até o apartamento onde ocorreu os fatos. Os investigadores começaram a questionar a suspeita. “Em primeiro momento ela negou o crime afirmando ser suicídio, mas depois ficou nervosa e entrou em contradição e acabou confessando o crime”.

Questionada sobre o motivo, ela alegou apenas que foi um acidente, pois estava manejando a arma que acabou disparando. A suspeita também disse à polícia que após cometer o homicídio mudou a cena do crime, limpou a arma de fogo para tirar suas digitais e lavou a mão para retirar os resíduos das mãos.

A suspeita foi autuada pelo crime de homicídio qualificado e permanece presa à disposição da Justiça. Se condenada, poderá pegar até 30 anos de prisão.

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