DAC reativa 70 associações de moradores em Ponta Grossa

 Luís Carlos Pimentel

O Departamento de Assuntos Comunitários obteve a reativação de 70 associações de moradores, comemora o responsável pelo setor circunscrito à Secretaria de Governo, Paulo Sérgio Santos. Mas há muito ainda por fazer. Das 240 associações, somente 140 estão positivamente ativas.

Santos diz que essas associações não estavam praticamente imobilizadas, mas sem ações amplas. “O que fizemos foi promover discussões e ações para solucionar ou, pelo menos, minimizar problemas que aquelas diretorias vinham enfrentando”.

O DAC foi criado especialmente para esse fim, explica Santos. “Foi criado para ser um elo do gestor com a comunidade em geral, para dar agilidade ao atendimento das demandas, com o objetivo de solucionar problemas”.

O principal alvo do DAC, inicialmente, era em especial a associação de moradores. “Os presidentes ou outros componentes da direção tinham dificuldades do trato com o Poder Público Municipal no que concerne a protocolar suas reivindicações e apontar os problemas de suas comunidades”. Agora, as grandes demandas são direcionadas ao Executivo e às secretarias através no nosso departamento’.

O diretor acompanha os trabalhos comunitários e verifica ‘in loco’ as situações que lhes são indicadas através de serviços eletrônicos disponibilizados pela Prefeitura à população em geral. “Nosso trabalho foi ampliado, pois não somente com a entidade jurídica ‘associação’ constitui atualmente nossa tarefa. Somos procurados por cidadãos que não buscam a intermediação de sua associação de bairro, pois existem situações pontuais que dizem respeito especificamente ao cidadão”, destaca.

Cobranças

Sobre comentários proferidos pelo vereador George de Oliveira (PMN) em manifestação acerca de um mês na Câmara Municipal de que alguns presidentes de associações estão cobrando ‘por fora’ taxas pelo uso das dependências das sedes com alegações de que seria para a manutenção, Santos diz que o DAC não pode interferir nesses casos, pois cada entidade tem sua diretoria. “O dever de cobrança deve partir dos moradores. Precisam exigir prestações de contas, participar das assembleias e acompanhar as reuniões periódicas. Caso o presidente ou a diretoria como um todo não cumprem com o que estabelecem os estatutos, os moradores precisam denunciar ao Ministério Público sobre os abusos”.

Santos tem conhecimento de algumas cobranças exagerada pelo uso das sedes, como dinheiro para a limpeza, ainda, para pagamento de iluminação e até mesmo cobrança para uso de canchas esportivas, mas reitera que a função do DAC é o de orientação, não possui a força de estabelecer penalidades, finaliza.

 

 

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